Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador Aparecida
Oração à Nossa Senhora Aparecida
31/01/10
Padroeira do Brasil – (12 de outubro)
Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.
Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte.
Assim pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Igreja no Brasil quer despertar os leigos
10/09/09
Um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- “Despertar a vocação e a ação missionária dos batizados” é um dos objetivos do novo projeto nacional de evangelização aprovado pelo episcopado brasileiro.
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, explicou a iniciativa em uma entrevista concedida ao L’Osservatore Romano, no contexto da visita “Ad Limina” à Santa Sé.
Pretende-se com ela levar a cabo as indicações da Conferência de Aparecida, que pediu o empenho da América Latina em uma missão continental.
O novo projeto, intitulado “Brasil na Missão Continental”, convida toda a Igreja no país “a colocar-se em permanente estado de missão” e “propõe como objetivo geral o abrir-se ao impulso do Espírito Santo e incentivar, nas comunidades e em cada batizado, o processo de conversão pessoal e pastoral ao estado permanente de missão”, afirma Dom Geraldo Lyrio.
Com este fim, fixaram-se numerosos objetivos: “oferecer a alegre experiência do discipulado, no encontro com Cristo; promover a formação em todos os níveis no apoio da conversão pessoal e pastoral do discípulo missionário”.
Também quer “reconsiderar as estruturas da ação evangelizadora para tentar chegar aos católicos que se distanciaram; favorecer o acesso de todos, começando pelos pobres, a atraente oferta de uma vida digna em Cristo; aprofundar na missão como um serviço à humanidade; discernir os sinais do Espírito Santo nas vidas das pessoas e na história”.
O sujeito da missão, observa Dom Geraldo Lyrio, é a Igreja particular. Por este motivo, a CNBB propõe a cada diocese que revise seu plano pastoral para imprimir-lhe um maior impulso missionário.
O projeto, constata o prelado, “não pretende apenas realizar coisas novas ou levar a cabo novas iniciativas, mas imprimir um caráter missionário nas estruturas, organismos e iniciativas pastorais já existentes”.
As comunidades pastorais, portanto, devem ser “levadas a aproveitar intensamente este tempo de graça que a Conferência de Aparecida representa como novo Pentecostes para a América Latina e o Caribe”.
“O grande desafio é despertar a vocação e a ação missionária dos batizados e sair ao encontro das pessoas, das famílias e das comunidades para comunicar e compartilhar o dom do encontro com Cristo”, acrescenta o arcebispo.
Como gestos concretos, entre outros, sugerem-se “encontros com pessoas procedentes de outros países que vivem no Brasil; encontros com os brasileiros que vivem no exterior e uma maior presença entre eles” e promover o envio missionário “ad gentes”.
Também se pretende “intensificar a formação de novos missionários, promover os ministérios da acolhida e da visitação; incentivar a produção de programas radiofônicos e televisivos sobre o Brasil e a missão continental”, e “divulgar experiências missionárias significativas que atualmente estão-se realizando em diversas regiões do Brasil”.
O presidente dos bispos brasileiros recordou também que o Brasil proclamou 2009 como Ano Catequético Nacional, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, iniciativa que “tende a consolidar o caminho da catequese renovada e oferecer luzes para os novos desafios que a realidade apresenta”.
O objetivo geral deste ano, afirma, é “dar um novo impulso à catequese como serviço eclesial e como caminho para o discipulado”, e se insere “no processo de recepção de Aparecida, das novas diretrizes evangelizadoras e de outros eventos eclesiais, como o Sínodo da Palavra”.
A respeito do Ano Sacerdotal inaugurado pelo Papa no dia 19 de junho, Dom Geraldo Lyrio sublinha que a última assembleia geral da CNBB deu destaque à importância do “cuidado com a formação dos presbíteros”.
Entre as iniciativas deste Ano -congressos, encontros de estudo, participação em atos nacionais e internacionais-, o prelado assinalou especialmente duas: o Congresso Eucarístico Nacional que se celebrará em maio de 2010 e o congresso regional sacerdotal.
“Exortamos a inaugurar a pastoral presbiteral ali onde ainda não existe -conclui. Estamos convencidos de que é uma ocasião de renovação que não devemos deixar escapar”.
Os bispos brasileiros chegam a Roma para a visita Ad Limina em 13 grupos, já que a CNBB é hoje o maior episcopado do mundo, com mais de 400 bispos para 272 circunscrições eclesiásticas. O Brasil tem 190 milhões de habitantes, dos quais 74% são católicos.
Um ano para orar com os sacerdotes e por eles, pede arcebispo
19/06/09
Dom Raymundo Damasceno Assis abre Ano Sacerdotal em Aparecida
APARECIDA, sexta-feira, 19 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, abriu hoje, no Santuário Nacional, o Ano Sacerdotal, pedindo que este seja um tempo de orar com os padres e na intenção deles.
Dom Damasceno presidiu à missa das 9h na Basílica do Santuário de Aparecida, que contou com a presença dos bispos e padres da região.
O arcebispo recordou, no início de sua homilia, que o Ano Sacerdotal, proposto por Bento XVI, celebra-se no contexto dos 150 anos da morte São João Maria Vianney, patrono dos párocos e, a partir de agora, também padroeiro de todos os sacerdotes.
“Este ano deve ser tempo de graça para toda Igreja e especialmente para nós, sacerdotes”, disse o arcebispo, que pediu um esforço de todos para configurar a vida a Cristo.
Trata-se, segundo Dom Damasceno, de um “ano de renovação da espiritualidade de cada presbítero e de todo presbitério”. Este “deve ser um ano de oração dos sacerdotes e por eles”, disse.
Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dia de oração pela santificação dos sacerdotes, o arcebispo convidou as comunidades a “intensificar” as orações pelos padres “em todo mundo”, e também intensificar as preces “pelo aumento das vocações sacerdotais”.
O coração de Jesus aberto é “manifestação suprema do amor de Deus”, coração que “ama profundamente, até o fim”. “Que fazer para responder a este amor imenso?”.
Dom Damasceno indicou, citando palavras de Santa Margarida Maria Alacoque, que se deve aproximar do coração de Jesus “sem temor”, mas com “amorosa confiança”.
Os presbíteros devem ser “cheios de misericórdia”, sobretudo na administração do sacramento do perdão.
Devemos “conformar nossa vida a Jesus”. Ser padre significa ser “exemplo do Bom Pastor”, “homens de misericórdia e compaixão, de coração pleno e solidário com os que sofrem todas as formas de pobreza”.
O arcebispo convidou a que este ano seja um “chamado à conversão”, para que “Cristo Bom Pastor viva em nós e atue por meio de nós”.
Após a homilia, Dom Damasceno dirigiu-se aos sacerdotes e se procedeu à renovação das promessas sacerdotais.
«Sair para evangelizar», resposta à perda de católicos na América Latina
28/05/08
Cardeal Errázuriz, um ano após a Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano
Por Bernardita M. Cubillos
SANTIAGO, quarta-feira, 28 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A resposta da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, celebrada há um ano em Aparecida (Brasil), à perda de católicos é um impulso sem precedentes a sair para evangelizar, afirma um dos co-presidentes daquela reunião eclesial.
«O número dos católicos diminuiu na última década como nunca antes na história, uma vez que se multiplicam as comunidades pentecostais e as seitas. Aumentou a indiferença e a descrença; esta última, em vários países, entre muitos jovens. A urgência de sair a evangelizar se tornou imperiosa», afirma o cardeal Francisco Javier Errázuriz, na última edição (50) da revista «HUMANITAS», da Universidade Católica do Chile.
Com o objetivo de prolongar as horas de graça da conferência celebrada na cidade brasileira, o arcebispo faz uma recontagem de suas impressões e dos frutos recolhidos um ano depois dos acontecimentos.
Afirma o fato de que voltar a Aparecida supõe reencontrar-se com sua mensagem central, o chamado a seguir «Jesus Cristo vivo, que nos faz seus discípulos missionários», uma vocação da qual, segundo declarou, participam todos os cristãos.
«Ser cristãos não consiste meramente em ser batizado e participar ocasional ou freqüentemente das celebrações do Povo de Deus. Ser cristão é ser sempre discípulo missionário de Jesus Cristo, na comunhão dos seus, enviados a construir seu Reino», expressa.
O cardeal Errázuriz constata em seu artigo o progressivo desaparecimento do espírito cristão na cultura dos povos latino-americanos.
«Em muitos países carregamos sobre nossos ombros a cruz pesada de estar perdendo no âmbito público, no discurso político e em muitos meios de comunicação a evidência do sentido de nossa vida como cristãos, a memória das contribuições do cristianismo aos nossos povos», assinala.
Frente a este contexto, ele fez um convite a impulsionar a evangelização da cultura. Manifestou que é necessário «apontar para a evangelização de nossas convicções, de nossos comportamentos e costumes, para a maneira como cultivamos a relação com a natureza, entre nós e com Deus».
Relendo a mensagem de Aparecida, o cardeal resume a situação continental nestes termos: «a Conferência de Aparecida constatou na América Latina e no Caribe grandes vacilações no âmbito das convicções e nos valores, o desconcerto que produz quem quer suplantar o substrato católico de nossa cultura por outros modelos de vida, de família e de convivência social, a incoerência com a fé de inumeráveis batizados, a incapacidade que demonstraram tantos construtores da sociedade de optar preferentemente pelos pobres na hora de tomar incisivas decisões».
Dessa forma, destaca a responsabilidade universal de todo cristão nesta missão, dirigindo-se particularmente aos fiéis leigos presentes nas realidades temporais: «A busca do bem de nossos povos em todas as suas dimensões leigas e a transformação das estruturas da sociedade, de maneira que sejam favoráveis à vida, é uma tarefa que implica uma opção pela missão específica dos fiéis leigos em meio às realidades temporais, presença responsável e ativa nos novos e antigos areópagos, nas cidades e nos campos, nas periferias e nos centros de decisão».
Com relação ao papel fundamental da família na sociedade e do direito essencial à vida, recorda a imperiosa exigência de defendê-los: «A opção pela vida de Jesus Cristo para nossos povos é desta forma uma opção pela família, pela cultura da vida e pela própria vida. Sobre a pastoral familiar, depois de constatar as ameaças sobre a família como realidade viva e como instituição, pede (o Documento de Aparecida) que, dado que a família é o valor mais querido por nossos povos, deve assumir-se a preocupação por ela como um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora da Igreja».
Presépio é atração no Santuário de Aparecida
23/12/07
APARECIDA, domingo, 23 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O presépio instalado dentro do Santuário Nacional, por ocasião das festividades do Natal, tem sido a grande atração nos últimos dias no Santuário de Nossa Senhora Aparecida.
A cena de adoração ao Menino Jesus na manjedoura de Belém, conta no total, com 11 peças de resina no tamanho de 1,70m. A grande atração fica ainda por conta da dimensão de todo o contexto do presépio, que possui cascata e animais vivos.
Segundo informa a assessoria de imprensa do Santuário, o presépio fica dentro da Capela São José, localizada entre as naves Leste e Sul, no interior do Santuário Nacional.
De acordo com o administrador do Santuário, padre Hélcio Vicente Testa, a representação quer levar os visitantes da Casa da Mãe Aparecida à reflexão para uma vida nova, à luz do nascimento de Jesus.
«É quando o Cristo nos vem para dar novo sentido às nossas vidas», disse.
Essa é a primeira vez que o Santuário Nacional monta um presépio nessas dimensões.
«Preparar um presépio realmente é muito especial. O presépio é uma catequese, um rito aberto onde as famílias se enxergam, gerando uma grande reflexão sobre esse momento tão importante que é o natal», enfatizou.
A desmontagem do presépio está prevista para o dia 6 de janeiro de 2008.
Papa apresenta segredo da nova evangelização à Conferência de Aparecida
23/05/07
O anúncio de «Deus é amor»
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI espera que a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que se celebra até 31 de maio no santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil, relance a nova evangelização da América Latina, centrando-se no coração do cristianismo: «Deus é amor».
Assim o confessou nesta quarta-feira, durante a audiência geral, na qual recordou sua viagem apostólica a esse país, que culminou em 13 de maio com a inauguração da assembléia episcopal que congrega mais de 260 participantes, não só da América Latina, mas também da Espanha, Portugal, Estados Unidos e Canadá.
O Santo Padre explicou que espera que essa reunião eclesial continue com a obra fundamental do pontificado de João Paulo II, que «sempre insistiu em uma evangelização ‘nova em seu ardor, em seus métodos, em sua expressão’».
«Com minha viagem apostólica, eu quis exortar a prosseguir por esse caminho, oferecendo como perspectiva de unificação a da encíclica ‘Deus caritas est’, uma perspectiva inseparavelmente teológica e social, que se resume nesta expressão: ‘é o amor que dá a vida’», acrescentou.
«A presença de Deus, a amizade com o Filho de Deus encarnado, a luz de sua Palavra, são sempre condições fundamentais para a presença e eficiência da justiça e do amor em nossas sociedades», afirmou o Papa.
Por este motivo, Bento XVI escolheu como tema da assembléia episcopal «Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos n’Ele tenham vida: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’».
«Renovar com alegria a vontade de ser discípulos de Jesus, de ‘estar com Ele’, é a condição fundamental para ser missionários ‘recomeçando desde Cristo’», acrescentou.
Estes argumentos foram recolhidos no esquema de redação do «Documento final» de Aparecida, aprovado na terça-feira passada na assembléia.
O Papa chama à Igreja na América Latina a centrar-se na Fé, não nas ideologias
14/05/07

APARECIDA, 13 Mai. 07 / 12:00 am (ACI).- Durante a inauguração da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, o Papa Bento XVI fez um chamado a centrar a vida da Igreja na Fé em Jesus Cristo e suas conseqüências, e não nas ideologias ou projetos terrenos.
No que poderia ser o discurso mais extenso de seu pontificado, o Santo Padre passou revista aos principais desafios, assim como as prioridades pastorais que estudarão os bispos da América Latina e do Caribe na assembléia histórica que se leva a cabo em Aparecida, Brasil; e que concluirá em 31 de maio com um documento pastoral.
O Santo Padre enfatizou em sua extensa conferência, em que fez uma pausa para ouvir o canto do hino pontifício, que “o encontro com Cristo na Eucaristia suscita o compromisso da evangelização e o impulso à solidariedade; acordada no cristão o forte desejo de anunciar o Evangelho e testemunhá-lo na sociedade para que seja mais justa e humana”.
Em contraste, o Pontífice advertiu que “tanto o capitalismo como o marxismo prometeram encontrar o caminho para a criação de estruturas justas e afirmaram que estas, uma vez estabelecidas, funcionariam por si; afirmaram que não só não teriam tido necessidade de uma precedente moralidade individual, mas também elas fomentariam a moralidade comum”.
“E esta promessa ideológica –adicionou– se demonstrou que é falsa. Os fatos o põem de manifesto”.
Bento XVI enfatizou além que “o trabalho político não é competência imediata da Igreja”, e que “a Igreja é advogada da justiça e dos pobres, precisamente ao não identificar-se com os políticos nem com os interesses de partido”.
Logo depois de expor as prioridades pastorais –a formação na fé, a família, o sacerdócio, a vida consagrada, as vocações, a pastoral juvenil– o Pontífice concluiu implorando “de modo especial a Nossa Senhora – sob a invocação de Guadalupe, Padroeira da América, e de Aparecida, Padroeira do Brasil– que lhes acompanhe em seu formoso e exigente trabalho pastoral. A ela confio o Povo de Deus nesta etapa do terceiro Milênio cristão. Peço também que guie os trabalhos e reflexões desta Conferencia Geral, e que abençoe com abundantes dons aos queridos povos deste Continente”.
«Que é a realidade? Quem conhece a Deus? Que a fé nos traz?»; Papa responde
14/05/07
Em discurso de forte impacto, Bento XVI orienta rumo da Conferência de Aparecida
APARECIDA, domingo, 13 de maio de 2007 (ZENIT.org).- «Por que queremos ser discípulos de Cristo? Que é a realidade? Como podemos conhecer a Deus? Que nos dá a fé neste Deus?». Essas foram algumas perguntas propostas por Bento XVI em seu discurso de abertura da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, no fim de tarde deste domingo, no Santuário de Aparecida.
Em discurso que deve indicar o rumo dos trabalhos da Conferência de Aparecida, o Papa assinalou a trajetória da fé na América Latina, aprofundou no tema da reunião eclesial, apontou o problema das estruturas sociais e alguns desafios por ele considerados prioritários.
«Por que queremos ser discípulos de Cristo?», perguntou num dos momentos iniciais do seu discurso. «Por que queremos dá-lo a conhecer aos demais?», enfatizou. E explicou primeiramente que a prioridade da fé em Cristo não faz abandonar a realidade urgente.
Mas o «que é a realidade?», questionou, destacando que «quem exclui a Deus de seu horizonte falsifica o conceito de “realidade”». Segundo o Papa, a primeira «afirmação fundamental» é: «Só quem reconhece a Deus conhece a realidade e pode responder a ela de modo adequado e realmente humano».
E logo em seguida o pontífice lançou uma outra pergunta. «Quem conhece a Deus?». «Para o cristão, o núcleo da resposta é simples» –explicou o pontífice–. «Só Deus conhece a Deus, só seu Filho que é Deus de Deus, Deus verdadeiro, o conhece». «Daqui a importância única e insubstituível de Cristo para nós», afirmou. Sem Cristo, «toda a realidade se converte num enigma indecifrável», disse ainda.
E mais uma vez o Papa lançou um questionamento: «Que nos dá a fé neste Deus?». Respondeu que a fé nos dá primeiramente uma família, «a família universal de Deus na Igreja Católica». «A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos leva à comunhão.»
O Papa tinha ainda mais uma questão a lançar aos delegados da V Conferência. «Como conhecer realmente a Cristo?». E respondeu que, «antes de tudo, Cristo se nos dá a conhecer em sua pessoa, em sua vida, em sua doutrina por meio da Palavra de Deus».
Seminário Bom Jesus está pronto para receber o Papa em Aparecida
02/04/07
Edifício histórico passou por revitalização e reformas para acolher pontífice
APARECIDA, domingo, 1 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Grande conhecedor das riquezas arquitetônicas e artísticas que a Igreja legou à humanidade, Bento XVI levará em sua memória, após sua viagem ao Brasil, não só mais uma imagem de um belo edifício onde irá se hospedar, mas, para além disso, dos esforços realizados para bem acolher o sucessor de Pedro na América Latina.
Símbolo da arquitetura da região do Vale do Paraíba, o Seminário Bom Jesus, localizado no centro de Aparecida (170km de São Paulo, sudeste do país), passou por obras de reformas e revitalização que o retiraram de seu esquecimento e agora o devolvem ao lugar de destaque para o qual fora criado.
Para o ano de 1894, quando foi lançada a pedra fundamental do “Bom Jesus”, o projeto do 8o bispo de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, visava criar o Seminário Central das Dioceses do Sul do Brasil.
Desde esse tempo, após diferentes fases de construção dos cerca de 13 mil metros quadrados de área do edifício (o terreno compreende cerca de 100 mil m²), o prédio, em estilo neoclássico, servira a diferentes funções na Igreja, até se tornar oficialmente o Seminário maior da arquidiocese de Aparecida, em 1996.
O prédio de quatro pisos (térreo e três andares) recebe estes dias os últimos detalhes da primeira fase do projeto de revitalização, cujas obras atingem o térreo e primeiro andar.
Em meio ao estalar das ferramentas de trabalho dos cerca de 100 operários espalhados pelo edifício, o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, recebeu a imprensa essa sexta-feira para exibir com alegria o resultado dos esforços de tantos que se implicaram na idéia de resgatar a beleza do “Bom Jesus” e ali acolher Bento XVI em maio.
“Desde o início nós pensamos que o lugar mais adequado para receber o Santo Padre e a sua comitiva seria o seminário da diocese, porque, para nós, o seminário é o coração da Igreja local, já que ali se formam os futuros pastores do povo de Deus”, afirmou Dom Damasceno a Zenit.
Com o anúncio em outubro de 2005 de que o Papa apontara o Santuário de Aparecida como sede da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e também de que o próprio pontífice viria inaugurá-la, a necessidade das reformas ganhou outra urgência.
A revitalização geral incluía substituição de parte hidráulica, elétrica, impermeabilização, nova divisão interna dos espaços, colocação de elevadores, limpeza completa da parte externa do prédio, pintura, entre outros serviços.
Foi então que Dom Damasceno iniciou uma empreitada de reuniões e contatos com organismos de ajuda internacional, empresários brasileiros e os próprios fiéis, para arrecadar os cerca de 3,5 milhões de reais, em dinheiro ou em materiais, para dar andamento ao projeto.
Por meio de contatos com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), 35 empresas e entidades decidiram contribuir para viabilizar a reforma do prédio histórico.
Ao recordar e agradecer as muitas pessoas que ajudaram, o arcebispo afirmou que os recursos ali investidos irão servir ao futuro da Igreja local de Aparecida.
“Ali teremos a administração da arquidiocese, a formação dos nossos futuros presbíteros, um centro de formação dos nossos leigos e leigas. Será um ponto de encontro para oração e recolhimento, conferências, enfim, será também um centro cultural e religioso, com uma biblioteca aberta à comunidade”, disse.
Além de Bento XVI, irá se hospedar no “Bom Jesus” uma comitiva de cerca de 30 pessoas que acompanhará o pontífice.






