Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador crer
São Eleutério de Tournais
29/01/10
Nasceu em 456 em Tournais, Bélgica de pais cristãos e converteu-se a fé ainda jovem. Notável pregador, tornou-s Bispo de Tournais em 482 dez anos antes do batismo de Clovis em Rheims. Muitos franquistas pagãos e hereges foram convertidos pela suas pregações. Certa vez um linda jovem se apaixonou por ele. O bispo não quis nada a ver com ela. E ela ficou doente e caiu em coma. O bispo disse ao seu pai que ele restauraria a saúde dela, mas comente com a promessa que ele (seu pai) se comprometesse a tornar?se um cristão.
Ele a curou com sua benção e orações e tão logo ela se curou o pai renegou sua promessa.
Com isso Eleutério disse a ele que isto traria uma praga para a região e logo o recalcitrante pai se arrependeu e passou a crer em Jesus e em seus poderes. Logo em seguida o pai se converteu ao cristianismo e foi batizado por Eleutério.
Santo Eleutério morreu de ferimentos infligidos nele por hereges do seu distrito. Muitas das evidencias sobre Eleutério, inclusive suas relíquias foram destruídas em um grande incêndio que consumiu sua igreja em 1092. Um dos sermões atribuído a Eleutério, conservado na Livraria do Pais da Igreja, em Roma, nenhum deles parece ser autentico, exceto dois sobre a encarnação e o nascimento de Jesus e a Anunciação.
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado sendo abençoado por Jesus enquanto carregava pobres e soldados feridos ou; 2) com um anjo libertando?o dos grilhões.Faleceu em 1º julho de 532.
Sua festa é celebrada no dia 20 de fevereiro.
27 – Que significa, de facto, para o homem crer em Deus?
29/01/10
Significa aderir ao próprio Deus, entregando-se a Ele e dando assentimento a todas as verdades por Ele reveladas, porque Deus é a verdade. Significa crer num só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
29 – Porque não há contradições entre a fé e a ciência?
29/01/10
Embora a fé supere a razão, não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência porque ambas têm origem em Deus. É o mesmo Deus que dá ao homem seja a luz da razão seja a luz da fé.
«Crê para compreender: compreende para crer» (Santo Agostinho)
43 – O que implica crer em um só Deus?
29/01/10
Crer em Deus, o Único, implica: conhecer a sua grandeza e majestade; viver em acção de graças; confiar sempre n?Ele, até nas adversidades; reconhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, criados à imagem de Deus; usar rectamente as coisas por Ele criadas.
136 – Que quer dizer a Igreja quando professa: «Creio no Espírito Santo»?
29/01/10
Crer no Espírito Santo é professar a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, e «com o Pai e o Filho é adorado e glorificado». O Espírito foi «enviado aos nossos corações» (Gal 4,6) para recebermos a vida nova de filhos de Deus.
536 – Como é que Abraão é um modelo de oração?
29/01/10
Abraão é um modelo de oração porque caminha na presença de Deus, O escuta e Lhe obedece. A sua oração é um combate da fé, porque ele continua a crer na fidelidade de Deus mesmo nos momentos de provação. Além disso, depois de receber na sua tenda a visita do Senhor, que lhe confia os seus desígnios, Abraão ousa interceder pelos pecadores, com audaciosa confiança.
A intolerância Católica
06/10/08
Fonte: Santo Tomas
Cardeal Pio
Sermão pregado na Catedral de Chartres (excertos); 1841.
Meus irmãos (…),
Nosso século clama: “tolerância, tolerância”. Tem-se como certo que um padre deve ser tolerante, que a religião deve ser tolerante. Meus irmãos, não há nada que valha mais que a franqueza, e eu aqui estou para vos dizer, sem disfarce, que no mundo inteiro só existe uma sociedade que possui a verdade e que esta sociedade deve ser necessariamente intolerante. Mas antes de entrar no mérito, distinguindo as coisas, convenhamos sobre o sentido das palavras para bem nos entendermos. Assim não nos confundiremos.
A tolerância pode ser civil ou teológica. A primeira não nos diz respeito, e não darei senão uma pequena palavra sobre ela: se a lei tolerante quer dizer que a sociedade permite todas as religiões porque, a seus olhos, elas são todas igualmente boas ou porque as autoridades se consideram incompetentes para tomar partido neste assunto, tal lei é ímpia e atéia. Ela exprime não a tolerância civil como a seguir indicaremos, mas a tolerância dogmática que, por uma neutralidade criminosa, justifica nos indivíduos a mais absoluta indiferença religiosa. Ao contrário, se, reconhecendo que uma só religião é boa, a lei suporta e permite que as demais possam exercer-se por amor à tranqüilidade pública, esta lei poderá ser sábia e necessária se assim o pedirem as circunstâncias, como outros observaram antes de mim (…).
Deixo porém este campo cheio de dificuldades, e volto-me para a questão propriamente religiosa e teológica, em que exponho estes dois princípios: primeiro, a religião que vem do céu é verdade, e é intolerante com relação às doutrinas errôneas; segundo, a religião que vem do céu é caridade, e é cheia de tolerância quanto às pessoas.
Roguemos a Nossa Senhora vir em nossa ajuda e invocar para nós o Espírito de verdade e de caridade: Spiritum veritatis et pacis. Ave Maria.
Faz parte da essência de toda a verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A afirmação de uma coisa exclui a negação dessa mesma coisa, assim como a luz exclui as trevas. Onde nada é certo, onde nada é definido, podem-se partilhar os sentimentos, podem variar as opiniões. Compreendo e peço a liberdade de opinião nas coisas duvidosas: in dubiis, libertas. Mas, logo que a verdade se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária, e por conseguinte ela é una e intolerante: in necessariis, unitas. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa, é preciso defendê-la, sob pena de logo se ver despojado dela.
Assim, meus irmãos, pela própria necessidade das coisas, a intolerância está em toda a parte, porque em toda parte existe o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, a ordem e a desordem. Que há de mais intolerante do que esta proposição: 2 mais 2 fazem 4? Se vierdes dizer-me que 2 mais 2 fazem 3 ou fazem 5, eu vos respondo que 2 mais 2 fazem 4… Mais >
Cardeal Ruini: o Magistério do Papa Bento transmite a alegria de crer
23/02/07
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VATICANO, 22 Fev. 07 (ACI) .- Ao introduzir nesta manhã o encontro dos párocos de Roma com Bento XVI, o Cardeal Camillo Ruini, Vigário do Papa para a urbe romana, agradeceu ao Pontífice porque seus ensinamentos transmitem aos fiéis a alegria de crer.
Introduzindo a sessão de perguntas com os párocos, o Cardeal Ruini agradeceu ao Santo Padre “por suas intervenções cheias de alegria, dirigidas ao mundo inteiro, mas especialmente a Roma e a Itália, que nos permitem acolher mais profundamente e com extraordinária clareza o mistério de nossa fé, em si e em suas múltiplas implicâncias para a realidade de nossa vida“.
O Cardeal recordou ao Papa que o tema da pastoral diocesana de Roma se inspira em um conceito de seu Magistério: “a alegria da fé e a educação das novas gerações”. “Seguem assim com nosso compromisso de oração e de missão que está dirigido acima de tudo às famílias, e nos sentimos alentados a ajudar jovens e adolescentes a encontrar o Senhor Jesus, pois eles são os mais expostos aos processos de secularização e descristianização, mas sentem também uma forte necessidade de um sentido para sua vida“, concluiu o Cardeal.
Mártires lembram que Cristo é Pessoa viva e concreta, afirma Bento XVI
07/08/06
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VATICANO, 07 Ago. 06 (ACI) .- Para os mártires, “Jesus Cristo não foi um símbolo de um vago valor abstrato, mas uma Pessoa viva e concreta, uma pessoa absolutamente singular”, afirmou o Papa Bento XVI em uma mensagem na qual destaca o amor pelo Senhor até a “efusão do sangue” destas insignes testemunhas da fé.
Em sua missiva intitulada “Crer significa pertencer ao Senhor, comprometer-se a ser, com Ele e por Ele, luz e sal da terra, levedura da sociedade”, enviado aos participantes do Foro Internacional de Ação Católica (FIAC) que se realiza na cidade do Lugazi, Uganda até 9 de agosto, o Santo Padre convidou a lembrar-se de Carlos Lwanga e de seus companheiros mártires, para “confirmar a opção de caminhar sobre as pegadas destes leigos cristãos que testemunharam sua fé até a efusão do sangue pelo Evangelho”.
O texto, assinado pelo Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado Vaticano, exorta também a “mostrar com a vida de fé e de louvor a Deus que “todos os cristãos estão chamados à união mística“ com Cristo e convida a “cultivar a espiritualidade de comunhão” vivendo com humildade e gratidão na Santa Igreja, em sintonia com os Pastores e com todo o Povo de Deus.
Do mesmo modo, o Papa anima a “testemunhar a beleza de uma fé ardente, que transforma a vida de todos os dias e se propõe de maneira atraente a quantos pedem razão da esperança que está em nós os crentes” e lembra que para os mártires, Cristo é “uma Pessoa absolutamente singular, da qual todo batizado pode dizer com o Apóstolo Paulo: ‘Amou-me e deu-se a si mesmo por mim’”.
Finalmente, o Papa deu sua bênção apostólica aos participantes do encontro do FIAC, assegurando-lhes sua oração para que a Ação Católica cresça e se difunda nas comunidades eclesiais da África.
«Quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado», reconhece Papa
23/04/06
No domingo, «pequena Páscoa» da Ressurreição de cada semana
CIDADE DO VATICANO, domingo, 23 de abril de 2006 (ZENIT.org).- «É fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior», constata Bento XVI.
Estes últimos dias o Santo Padre encarregou-se de explicar o momento, o lugar e o efeito de tal encontro.
Na audiência geral de quarta-feira passada –na qual se uniu aos peregrinos na Praça de São Pedro em ação de graças pelo primeiro aniversário de seu pontificado– Bento XVI recordou que a alegria pascal destes dias «estende-se a todo o Ano Litúrgico e se renova de modo especial no domingo, dia dedicado à recordação da ressurreição do Senhor».
Trata-se da «pequena Páscoa» de cada semana –disse–, um momento em que «a assembléia litúrgica reunida para a santa missa proclama no Credo que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, acrescentando que esperamos ?a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro?».
«Assim se indica que o acontecimento da morte e ressurreição de Jesus constitui o centro de nossa fé, e sobre este anúncio funda-se e cresce a Igreja», sublinhou.
Recordou o dia da ressurreição de Jesus e «o caso de Maria Madalena (Jo 20, 11-18), que descobre o sepulcro aberto e vazio e imediatamente teme que tenham levado o corpo do Senhor».
Este «então a chama por seu nome, e nesse momento produz-se nela uma mudança profunda –prosseguiu–: o desconsolo e a desorientação transformam-se em alegria e entusiasmo. Com prontidão vai aonde os Apóstolos estão e lhes anuncia: ?Vi o Senhor?» (Jo 20, 18).
«É um fato que quem se encontra com Jesus ressuscitado fica transformado em seu interior. Não se pode ?ver? o Ressuscitado sem ?crer? nele», expressou o Papa, convidando a rogar para que o Senhor «chame a cada um de nós por nosso nome e converta-nos, abrindo-nos à ?visão? da fé».
Porque «a fé nasce do encontro pessoal com Cristo ressuscitado –advertiu– e se transforma em impulso de valentia e liberdade que nos leva a proclamar ao mundo: Jesus ressuscitou e vive para sempre».
«Esta é a missão dos discípulos do Senhor de todas as épocas e também de nosso tempo», o qual não implica «desentender-se dos compromissos de cada dia» nem «das realidades terrenas» –apontou–, mas «impregnar todas nossas atividades humanas com uma dimensão sobrenatural», «converter-se em gozosos arautos e testemunhas da ressurreição de Cristo, que vive para sempre».
Comentando o evangelho, este domingo Bento XVI recordou que «Jesus ressuscitado apareceu aos discípulos, reunidos no Cenáculo, na tarde do ?primeiro dia depois do sábado?, e que se mostrou a eles novamente no mesmo lugar ?oito dias depois?».
«Desde o princípio, portanto, a comunidade cristã começou a viver um ritmo semanal, destacado pelo encontro com o Senhor ressuscitado», apontou.
Daí que, como assinalou o Concílio Vaticano II, «a Igreja, por uma tradição apostólica, que traz sua origem do próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal a cada oito dias, no dia que é chamado com razão de ?dia do Senhor?, ou domingo».
O Papa colocou sob a intercessão de Maria que todos os cristãos vivam em plenitude o Domingo como «Páscoa da semana», «saboreando a beleza do encontro com o Senhor ressuscitado e bebendo na fonte de seu amor misericordioso, para ser apóstolos de sua paz».








