Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador cristã
Papa anuncia criação de novo Conselho Pontifício
29/06/10
Conselho Pontifício para a Nova Evangelização é resposta à secularização
ROMA, segunda-feira, 28 de junho de 2010 (ZENIT.org). – Bento XVI anunciou nesta segunda-feira a criação do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, novo dicastério da Santa Sé cujo escopo será o de responder ao processo de secularização nos países cristãos.
O anúncio foi feito pelo Santo Padre na Basílica de São Paulo de fora dos muros durante a celebração das vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, padroeiros da diocese de Roma.
Durante a homilia, o Papa afirmou que há regiões do mundo “em que o Evangelho fincou raízes há longo tempo, dando origem a uma verdadeira tradição cristã, mas onde nos últimos séculos – com dinâmicas complexas – o processo de secularização produziu uma grave crise de sentido na fé cristã”.
Neste contexto, anunciou sua decisão de “criar um novo organismo, na forma de ‘Conselho Pontifício’, com a missão de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que assistem a uma progressiva secularização da sociedade e algo como um ‘eclipse do senso de Deus’, que constituem desafios na busca por meios adequados de reapresentar a perene verdade do Evangelho de Cristo”.
Dentro em breve deve ser comunicado pela Santa Sé o nome do presidente designado para o novo dicastério, além de detalhes acerca de sua organização específica.
O Santo Padre concluiu explicando que a nova evangelização interpela a Igreja universal “e nos pede também que prossigamos com empenho na busca pela plena unidade entre os cristãos”, saudando a delegação do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, enviada por Bartolomeu I e presidida por Sua Eminência Gennadios (Limouris), metropolitano de Sássima.
Sonoros aplausos preencheram a basílica no momento em que o Papa saudou seu convidado.
Defesa da veneração dos santos pelos primeiros cristãos
26/06/10
Fonte: Veritatis Splendor
Como os católicos hoje, os cristãos dos primeiros séculos eram acusados de idolatria por venerarem os Santos. Mas, em vez dos grupos heréticos (que tanto se difundiram após o século XVI), quem propagava esta mentira era o rabinismo judaico, isto é, os judeus que não abraçaram a fé cristã.
Talvez o primeiro texto que dá testemunho da veneração dos santos como ainda nós católicos praticamos hoje, com honra, homenagem, celebração dos heróis e modelos da fé, seja a Carta que a Igreja de Esmirna enviou à Igreja de Filomélio, narrando o Martírio de São Policarpo (Bispo de Esmirna e discípulo do Apóstolo São João). Este documento de meados do segundo século é o texto hagiográfico mais antigo que se tem notícia.
A Carta nos dá testemunho que após o martírio de São Policarpo, os cristãos de Esmirna tentaram conseguir a posse de seu corpo, para dar ao mártir um sepultamento adequado. Mas, foram impedidos pelas autoridades que eram influenciadas pelos judeus rabínicos, que diziam que os cristãos queriam o corpo de São Policarpo para adorá-lo como faziam com Cristo.
Na carta é interessante o comentário que os cristãos de Esmirna fazem por causa da ignorância que os judeus tinham sobre a diferença da adoração que os cristãos prestavam somente a Nosso Senhor Jesus Cristo e a veneração prestada aos Santos. Semelhantes a nós católicos dos últimos séculos, os católicos do passado escreveram:
“Ignoravam eles que não poderíamos jamais abandonar Cristo, que sofreu pela salvação de todos aqueles que são salvos no mundo, como inocente em favor dos pecadores, nem prestamos culto a outro. Nós o adoramos porque é o Filho de Deus. Quanto aos mártires, nós os amamos justamente como discípulos e imitadores do Senhor, por causa da incomparável devoção que tinham para com seu rei e mestre. Pudéssemos nós também ser seus companheiros e condiscípulos!” (Martírio de Policarpo 17:2 +- 160 D.C).
E mais adiante esta importantíssima prova da fé primitiva, dá testemunho do costume que a Igreja tinha em guardar uma data, para celebrar a memória dos Santos, como Ela faz até hoje:
“Vendo a rixa suscitada pelos judeus, o centurião colocou o corpo no meio e o fez queimar, como era costume. Desse modo, pudemos mais tarde recolher seus ossos [de Policarpo], mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-lo em lugar conveniente. Quando possível, é aí que o Senhor nos permitirá reunir-nos, na alegria e contentamento, para celebrar o aniversário de seu martírio, em memória daqueles que combateram antes de nós, e para exercitar e preparar aqueles que deverão combater no futuro.” (Martírio de Policarpo 18 +- 160 D.C)
Portanto, a Veneração dos Santos, não é idolatria e sim uma legítima e piedosa doutrina cristã que tem berço na Tradição da Igreja nascente.
Homilia sobre o PNDH-3
03/03/10
Fonte: Christo Nihil Praeponere
Homilia pronunciada no dia 31/01/2010, a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O decreto pretende impor ao Estado e aos Brasileiros que nele atuam, políticas desumanas e incompatíveis com o cristianismo. Trata-se de um instrumento para a criação de uma “nomenklatura”, uma casta de dirigentes alinhada com a ideologia governante e que, na prática, exclui os verdadeiros cristãos do “apparat” de governo.
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Cristo é a referência insubstituível da caridade
12/02/10
Arcebispo convida a promover a cultura cristã
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- “Na polissemia das culturas que confeccionam o rico mapa da humanidade na sua história, não se podem desconsiderar o patrimônio e a força de referência da Cultura Cristã”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte (Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.
Em artigo enviado a ZENIT nesta sexta-feira, o prelado afirma que, quem crê em Cristo, tem a tarefa de promover a Cultura Cristã.
O substrato da Cultura Cristã “é consistente e tem força de sustentação de projetos e entendimentos necessários para a construção da paz e a conquista da justiça”.
Essa riqueza – segundo o arcebispo –, “não pode ser relativizada ou travestida por práticas religiosas que reduzem a nobreza e largueza do ideal cristão a interesses que, mesquinhamente, estão no âmago do proselitismo, da prosperidade ou da pretensiosa e falsa manipulação miraculosa da ação e da presença de Deus”.
“A cultura cristã tem uma fonte inesgotável na rica dinâmica da fé que o Cristianismo configura”, explica.
Dom Walmor cita como exemplo “a ajuda clarividente que o Cristianismo oferece quando se trata da distinção entre religião e política e o princípio da liberdade religiosa”.
“É inquestionável o grande relevo, no plano histórico e cultural, desse entendimento. Outros discernimentos geram e alimentam fundamentalismos e totalitarismos perniciosos para a liberdade humana e a indispensável consideração da autonomia das realidades terrestres”, afirma.
“A cultura cristã recebe riquezas fantásticas da dinâmica da fé radicada nos Evangelhos, proporcionando uma visão de equilíbrio indispensável para o presente e futuro da história da humanidade. A fé cristã cultiva e conserva, por sentido de fidelidade, o inestimável patrimônio, em entendimento e prática, da transcendência da pessoa humana.”
O arcebispo enfatiza que a dinâmica da fé cristã “guarda perenemente uma fonte de sustento que a humanidade precisa para encontrar respostas e saídas para questões cruciais vividas nesse momento”.
Dom Walmor recorda que a “preocupação justa com os mecanismos de sustentabilidade da vida em nosso planeta guarda a questão candente e instigante sobre o sentido e o fim da aventura humana, incluindo a sua necessidade de paz e de justiça”.
“Quem, além de Deus, pode oferecer uma resposta plenamente adequada às interrogações humanas mais radicais? Esta resposta, que só Deus pode dar, se revela e se dá no seu Filho, Jesus Cristo, feito homem, o Redentor da humanidade, por sua morte e ressurreição vitoriosa”, afirma.
Cristo “é a fonte inesgotável e referência insubstituível da caridade que pode transformar completamente o homem, fomentando a prática da justiça e fecundando as inadiáveis transformações sociais e políticas”.
Quem crê em Cristo – prossegue Dom Walmor – “tem a tarefa de analisar bem o mapa demográfico, a política e as culturas, empenhando-se na promoção da Cultura Cristã”.
Oração a São João Batista de La Salle
30/01/10
Padroeiro dos Professores – (7 de abril)
Ó Deus, que escolhestes São João Batista de La Salle para a educação cristã dos jovens, suscitai na vossa Igreja Educadores que se consagrem inteiramente a formação humana e cristã da juventude.
Amém.
Santa Carolina de Gerhardinger
29/01/10
Nasceu em Regensberg Alemanha, em 20 de julho de 1797 e foi batizada como Caroline de Gerhardinger, filha de uma família de classe média e foi educada pela Irmãs de Santo Agostinho até 1809, quando a ordem religiosa foi fechada por decreto do Governo da Bavária. Carolina decidiu então fundar uma nova ordem devotada a Deus e a educação cristã.
Em 1928 o Vaticano conseguiu varias concessões do Governo da Bavária e muitas comunidades religiosas reabriram. Carolina e suas irmãs mudaram para um convento reconstruído e iniciaram a Ordem que mais tarde se tornou a “Ordem das Irmãs de Notre Dame”. Ao terminar o noviciado tomou nome de Teresa de Jesus e tinha especial devoção a verdadeira presença de Jesus na Sagrada Eucaristia.
As regras da Ordem foram aprovadas pelo Vaticano em 23 de janeiro de 1854 e depois disso a Ordem se espalhou pelo mundo. Carolina passou a sua vida devotada ao trabalho de ensinar a devoção especial a Eucaristia e muitos milagres são creditados a sua intercessão.
Sua festa e celebrada no dia 9 de maio.
São Crispin e Crispiniano
29/01/10
Dois irmãos nobres romanos foram martirizados em Soissons, França. Os irmãos eram sapateiros e acompanhavam São Quintino em sua viagem a França, tirando o seu sustento fazendo sapatos. A tradição diz que eles eram estudiosos da doutrina cristã e eram muito bons pregadores e quando foram presos e levados presença de Rictiovarus, que detestava os cristãos; Crispin e Crispiniano deixaram Rictiovarus tão nervoso com sua argumentação sólida e perfeita sobre Jesus, que Rictiovarus cometeu suicídio.O co-imperador Maximiano (286-305) furiosos ordenou a sua morte imediata por decapitação em 286 DC. Eles são os padroeiros dos fabricantes de sapatos e dos sapateiros e foram muito populares na Idade Média. Na tradição da Igreja inglesa é dito que eles viveram por algum tempo em Faversham, Kent, Inglaterra.
Na arte litúrgica, eles são mostrados segurando sapatos ou ferramentas de sapateiro.
Sua festa é celebrada no dia 25 de outubro.
São Diogo de Alcalá
29/01/10
tambem conhecido como Diego
Nasceu em 1400 em Sevilha na Espanha.
Diogo amava uma vida solitária desde sua juventude e quando resolveu ser um eremita ele se suportava tecendo tapetes. Mais tarde tornou-se um irmão franciscano em Arizafa. Embora ele não tivesse tido uma educação formal ele era procurado pelos seus sábios conselhos que refletiam uma notável percepção da vida cristã. Enviado como missionário para as Ilhas Canárias em 1422. Tornou-se Superior da Comunidade em Fortaventura e converteu muitos com suas pregações e seu exemplo. Voltou a Espanha sem ser sido atacado ou machucado, fato extremamente raro na época.
Foi chamada a Roma em 1450 para a canonização de São Bernardino de Siena, mas uma epidemia se alastrou entre os franciscanos e São Diego trabalhou para tratar seus irmãos até a exaustão, e milagrosamente não contraiu a doença.
Morreu em 12 de novembro de 1463 em Alcalá, Castilha , Espanha de causas naturais. É muito venerado na Espanha, na América latina, em especial no Perú e na Argentina.
Foi canonizado em 1588 pelo Papa Sixtus V.
Sua festa é celebrada em 13 de novembro.
Santa Gianna Beretta Molla
29/01/10
Gianna era a décima de 13 filhos e foi educada por pais piedosos que a ensinaram que a vida era um grande presente de Deus para ser abraçado com graça. Conseqüentemente ela tinha uma forte esperança na Providencia Divina e estava confiante no poder das preces.
Como adolescente e como adulta ela foi membro da Sociedade São Vicente de Paulo e voluntária para trabalhar com os pobres e os idosos. Ao mesmo tempo ela diligentemente estudou e conseguiu se formar em medicina e cirurgia na Universidade de Pávia em 1949. No ano seguinte ela abriu uma clinica em Mesero perto de sua terra natal. Ela se especializou em pediatria na Universidade de Milão em 1952, e após ela deu especial atenção as mães, as crianças, aos idosos e aos pobres.
Giana via a medicina como um meio de servir ao Criador, assim ela aumentou seu generoso serviço para a Ação Católica.
Mas em oposição a maioria dos santos Gianna exibia uma verdadeira alegria para viver. Ela amava esquiar e o “trekking” nas montanhas. Alguns pensavam que tão boa cristã iria entrar para um convento, mas após varias reflexões ela viu que sua vocação era para o casamento e cooperando com Deus em “formar uma verdadeira família Cristã”.
Em 24 de setembro de 1955, ela casou-se com Pietro Molla na Basílica de São Martinho em Magenta, e ela tornou-se uma feliz esposa. Gianna não era uma santa comum. Ela alegremente abraçou o casamento e balanceou as suas obrigações como mulher de carreira, esposa e mãe. Em novembro 1956 ela se tornou mãe de Pierluigi , em dezembro de 1957 de Mariolina, e em julho de 1959 de Laura.
Em setembro de 1961, no segundo mês de gravidez ela descobriu que tinha um fibroma no útero. Era necessário uma cirurgia e ela estava, como médica, perfeitamente consciente dos riscos de continuar a sua gravidez mas ela pediu ao cirurgião para salvar o filho que ela carregava e deixou a si própria nas mãos de Deus. Ela passou os sete meses seguintes na alegria de seus afazeres de mãe e médica, mas contudo preocupada que o bebê em seu útero pudesse nascer com problemas e para prevenir isso, orou muito a Deus.
Alguns dias antes da criança nascer, embora confiante na Divina Providencia, ela estava decidida a dar sua vida para salvar a da criança. “Se você precisar decidir entre eu e a criança escolha a criança insistiu ela ao seu médico”.
Assim Gianna Emanuela nasceu na manhã de 21 de abril de 1962. Apesar de todos os esforços para salva-la, Santa Gianna veio a falecer uma semana depois, com horríveis dores. Mas ela sempre dizia : “Jesus, Jesus eu te amo, eu te amo” e veio a falecer exclamando esta frase no dia 28 de abril. Ela tinha apenas 39 anos de idade. Seu funeral foi ocasião de grande tristeza, fé e oração. O seu corpo está no cemitério de Mesero perto de Magenta. Ela foi beatificada em 24 de abril de 1994 e canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.
Sua festa é celebrada no dia 28 de fevereiro.







