Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador doença
Santo Adolfo de Osnabruck
29/01/10
Nasceu em 1185 na cidade de Westphalia, Alemanha, filho do conde de Tecklengurg. Foi educado pelos monges do famoso mosteiro Cisterciano de Camp as margens do Reno.
Foi ordenado e tornou-se cônego da Igreja de Colonha. Em 1216 foi indicado Bispo de Osnabruck onde se tornou popular e famoso pelos inúmeros milagres e curas. Segundo a tradição ele cuidava pessoalmente de alguns doentes, inclusive dos leprosos. Em particular havia um leproso que Santo Adolfo visitava regularmente dando-lhe conforto. Certo dia aqueles que acompanhavam o bispo, com medo dele contrair a doença, levaram o leproso para um lugar ignorado. Porem no dia seguinte Santo Adolfo foi para o mesmo local, lá entrou ficando por longo tempo. Intrigados, os que o acompanhavam, resolveram verificar e lá encontraram o santo e o leproso em seu leito. Este foi um dos milagres relatados pelos seus contemporâneos.
Santo Adolfo veio a falecer em 30 de junho de 1224 e seu túmulo logo se tornou local de peregrinação e vários milagres são atribuídos a sua intercessão.
Segundo os beneditinos ele era o “almoner of the poor” .”Almoner” era uma espécie de autoridade que distribuía bens, medicamentos e moedas as pessoas necessitadas e os instruía como usar os medicamentos e bens recebidos. Assim Santo Adolfo era considerado o “Almoner” dos pobres.
Sua festa é celebrada no dia 17 de junho.
Santa Adelaide
29/01/10
Conhecida tambem como Santa Alice de la Cambre e como Aleydis
Nasceu no 12° século em Schaerbeck ,Bélgica. Com a idade de sete anos foi enviada para o Convento Cisterciense de La Cambre e lá recebeu educação e por lá ficou o resto de sua vida. Na adolescência ela tornou-se uma leprosa e anos mais tarde ficou cega e paralítica. Ela teve que ser segregada da comunidade. Ela ofereceu seu sofrimento para as almas do purgatório e teve visões de algumas almas que foram livres pela sua intercessão. Sua biografia foi escrita por um beneditino contemporâneo dela. Faleceu em 1250 de causas naturais.
O modo como que ela aceitava sua terrível doença foi um exemplo para toda a comunidade. Quando isolada ela desenvolveu uma profunda percepção da Real Presença de Cristo na Eucaristia.
Não podia beber do cálice do vinho da Eucaristia por causa do perigo do contágio, mas certa vez em êxtase teve uma visão na qual Cristo assegurava a ela a sua completa Comunhão da Eucaristia.
Após sua morte sua tumba se tornou local de peregrinação e vários milagre foram creditados a sua intercessão. Foi canonizada em 1907 pelo Papa Pio X.
Sua festa é celebrada no dia 15 de junho.
São Vito
29/01/10
Conhecido no Brasil também como São Guido. Viveu no século III e morreu em 303. Santo considerado padroeiro do epilépticos e um dos santos mais populares da Idade Média. De acordo com a lenda, ele era filho de um senador na Sicília. Um dedicado cristão ele foi levado com a idade de 12 anos para o governador da Sicília que tentou sem sucesso para que ele abandonasse a sua fé. São Vito fugiu então para Lucária com Santa Crescencia e São Modestus. Eventualmente capturados em Roma eles foram torturados e supostamente libertados por um anjo. Eles teriam retornado a sua terra natal onde morreram em paz.
Outra versão diz que eles forma martirizados no reinado do Imperador Dioclécio (que reinou de 284 a 305). As duas versões são dúbias, mas o que se sabe com certeza é que existiram definitivamente três mártires com o nome deles em Lucária e que o culto a São Vito é muito antigo, sendo conhecido na Alemanha no inicio da Idade Média. Subseqüentemente seu culto foi ganhando adeptos devido aos vários milagre atribuídos a São Vito.
Ele é um dos “Quatorze Santos Ajudantes” ou Quatorze Santos Auxiliares e é invocado como padroeiro dos epilépticos e diz a tradição que ele conseguiu curar uma doença terrível de origem genética, que no passado se chamava doença de São Guido, “Dança de São Guido” , muito comum até os meados do século XX, que hoje não se vê mais.
Sua festa é celebrada no dia 15 de junho.
Santa Jacinta de Mariscotti
29/01/10
Nasceu em Viterbo Itália em 1585. Nobre italiana educada em um convento franciscano. Aos dez anos se tornou uma tercience franciscana, mas sem nenhum entusiasmo. Ela usou seus recursos pessoais para fazer seus aposentos muito confortáveis. Uma séria doença fez com que o seu confessor viesse a trazer a sua comunhão em seu quarto, o que fez com ele visse seus aposentos pela primeira vez. Escandalizado pelo conforto no qual ela vivia, seu confessor a aconselhou que ela vivesse mais humildemente. Jacinta tomou isto como o mais sério conselho e passou a usar roupas modestas e a fazer as tarefas mais humildes do convento, a andar descalça e ainda retirou o colchão de sua cama, e colocando em seu lugar uma prancha de madeira. Excepcional conselheira das noviças, ela desenvolveu um apelo especial para “aquelas que são desprezadas e não tem amor próprio, sem consolo e sensibilidade”.
No decorrer dos anos ela desenvolveu especial devoção aos sofrimentos de Cristo e em suas penitencias se tornou uma inspiração para as outras freiras do convento. Foi canonizada pelo Papa Pio VII em 1807. Faleceu de morte natural em 1640.
Sua festa é celebrada no dia 30 de janeiro.
Santa Thaís
29/01/10
Santa Thaís era uma princesa egípcia de grande beleza e riqueza que vivia no século IV. Um monge de nome Pafûncio inflamou-se com a idéia de converte-la ao cristianismo com isto tira-la da vida pecaminosa. Em breve Pafûncio teve seu desejo realizado.(Alguns estudiosos acham que este monge São Pafûncio é o mesmo São Paphnutius- que era eremita junto com Santo Onophrius). Thaís converteu-se ao cristianismo, desistindo da vida que levava, com grande obstinação. Queimou sua roupas e jóias em praça publica. O ato seria o primeiro de uma serie de penitencias que a santa se submeteria. Santa Thaís entrou para um monastério de freiras onde manteve-se em penitencia e contemplação por três anos, dos quais não saia de sua cela a não ser para ir a capela rezar. Não sorria, pronunciava uma só palavra, não levantava olhar para ninguém, vestia roupas grossas feitas com sacos velhos, dormia no chão e fazia jejum na base de pão e água.
Sua obstinação e fé nas palavras de Jesus fizeram com que após três anos de extrema penitencia ela fosse readmitida na vida da comunidade e foi descrita como uma pessoa de grande bondade que cuidava, em especial, dos pobres e doentes de sua época, chegando mesmo a lavar os leprosos e os infectados com a peste da época (cólera e febre amarela). Sua fama cresceu visto que ela milagrosamente, não contraia a doença das pessoas que cuidava. Este teria sido o seu primeiro milagre. Diz a tradição que no final de sua vida curava os doentes apenas com sua oração e benção e chegou a prever o dia de sua morte com grande antecedência e ao morrer repetia sem cessar a seguinte oração: “Vós que me criastes, tende compaixão de mim” . Fez questão de ser enterrada em um cova comum sem caixão ou qualquer outra proteção, e algum tempo depois de seu túmulo exalava um perfume agradável. Em breve seu túmulo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão e no século nono as sua relíquias foram trasladadas e guardadas em um santuário na Igreja de São Praxedes, pelo Papa Pachoal I , que era seu fervoroso devoto e teria sido curado de uma terrível doença pela intercessão da Santa Thaís.
Santa Verônica
29/01/10
Santa Verônica viveu no primeiro século. É a mulher de Jerusalém que enxugou a face de Jesus com um véu branco no seu caminho para o Calvário. De acordo com a tradição o pano ficou com a impressão da imagem da face de Jesus. Assim a historia de Santa Verônica tornou-se uma das mais populares da tradição Cristã e o seu véu é uma das mais amadas relíquias da Igreja. De acordo com a tradição, Verônica levou o véu para fora da Terra Santa e teria usado para curar o Imperador Tibérius (14-37) de uma doença. O véu foi subseqüentemente visto em Roma no século oitavo e foi transferido para a Basílica de São Pedro em 1297 pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303). Quase nada é conhecido sobre Verônica embora os “Atos de Pilatos” considerado por muito apócrifos a identificam com a mulher mencionada no Evangelho de São Mateus (9:29-22) que teria sofrido de uma perda de sangue.
O nome Verônica significa “imagem verdadeira” como foi relatado pelo historiador e escolar bíblico Giraldus Cambrensis (1147-1223). Alem disso Matthew de Westminster fala da impressão da imagem do Salvador como: “Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur”. Assim a imaginação popular tomou o nome Verônica como sendo o nome de uma pessoa. O nome assim denotaria como uma relíquia genuína o véu de Verônica, para diferenciá-lo de outras relíquias similares como aquelas guardadas em Milão. A relíquia é ainda preservada na Basílica de São Pedro e a memória do ato de caridade de Santa Verônica é comemorado nas Estações da Via Sacra. Embora ela não seja incluída na Martirologia Romana, ela é honrada pela Igreja com um dia para a sua festa.O seu símbolo é o véu com a face de Cristo e a Coroa de Espinhos.
313 – Como é vivida a doença no Antigo Testamento?
29/01/10
No Antigo Testamento, o homem doente experimenta os seus limites e ao mesmo tempo percebe que a doença está ligada misteriosamente ao pecado. Os profetas intuíram que a doença podia ter também um valor redentor em relação aos próprios pecados e aos dos outros. Assim, a doença era vivida perante Deus, da qual o homem implorava a cura.
316 – Quem pode receber o sacramento da Unção dos enfermos?
29/01/10
Este sacramento pode ser recebido pelo fiel que começa a encontrar-se em perigo de morte por doença ou velhice. O mesmo fiel pode recebê-lo também outras vezes se a doença se agrava ou então no caso doutra doença grave. A celebração deste sacramento, se possível, deve ser precedida pela confissão individual do doente.
Cinco curas «extraordinárias» reconhecidas em Lourdes
10/12/08
Foram declarados 67 milagres ao longo da história do santuário
LOURDES, terça-feira, 9 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Pouco antes de que concluísse o ano do 150º aniversário das aparições, o Comitê Médico Internacional de Lourdes (CMIL) reconheceu cinco curas como particularmente «extraordinárias».
Estes casos fazem parte de outros muitos dossiês estudados desde 2004. As curas foram experimentadas por pessoas entre 40 e 69 anos.
Até agora se reconheceram apenas «67 milagres» entre as 7 mil declarações de cura apresentadas ao departamento médico do santuário desde 1883.
Os casos foram apresentados em uma coletiva de imprensa realizada em 1º de dezembro, convocada pelo Comitê.
«Estes casos foram objeto de um diagnóstico profundo. Estas curas foram acompanhadas por uma transformação espiritual evidente», afirmou o professor François-Bernard Michel, que preside o comitê composto por cerca de 20 membros.
Os casos de curas extraordinárias respondem a critérios de observação clínica, com um exame dos dossiês por parte de especialistas internacionais, sobre fatos extraordinários que acompanham a evolução da doença. Para outorgar este reconhecimento se exige um «verdadeiro caminho de fé» associado à cura.
Zenit publicou em 6 de dezembro passado o testemunho de um dos curados, «Senhora B», que hoje tem 53 anos, curada de miopatia, libertando-se assim da cadeira de rodas.
Outro dos casos foi experimentado por uma mulher, apresentada na coletiva de imprensa como «Senhora A», de 40 anos, que padecia de esclerose múltipla desde abril de 1993, e cujo estado estava se agravando seriamente até 2004.
«Em 20 de maio de 2004, durante uma peregrinação a Lourdes proposta por uma amiga, esta pessoa, que no início não era crente, constatou imediatamente nas piscinas o desaparecimento da impotência de suas pernas e outros sintomas. Desde então não experimentou nenhum outro problema de saúde. Os exames clínicos realizados em duas ocasiões pelos membros do CMIL se revelaram como totalmente assintomáticos», explicou o Comitê no comunicado entregue na coletiva de imprensa.
A declaração de um milagre não corresponde ao CMIL (que só reconhece o caráter inexplicável da cura no âmbito científico), mas à Igreja Católica, em particular ao bispo da diocese, que neste momento é Dom Jacques Perrier. A diocese declarará depois se estes cinco casos de «cura extraordinária» podem ser considerados como milagres.
«Sem dúvida alguma, estas pessoas estavam mal, ou muito mal: o dossiê médico testemunha. Tampouco se pode contestar que hoje estão bem e nada indica que a doença possa voltar.»
«Esta mudança de estado, que foi súbita, está ligada a Lourdes, com freqüência em uma peregrinação. Esta experiência inesperada mudou a vida destas pessoas, em todos os níveis, inclusive em sua fé, em seus compromissos com a Igreja e no serviço aos demais.»
«Estes são os fatos. Cada um é livre, depois, para interpretá-los. Não terão nunca uma evidência obrigatória», conclui o Comitê.
O ano do jubileu de Lourdes, encerrado nesta segunda-feira, solenidade da Imaculada Conceição, recebeu um número recorde de peregrinos: quase 9 milhões. Em 2007 tinham sido seis milhões.







