Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador Frades
São Francisco Caracciolo
29/01/10
Nascido na nobreza, ele era parente de Santo Thomas de Aquino e do Príncipe de Nápoles. Gostava de caçada. Certa vez aos 22 anos de idade ele curou um leproso com seu toque e tomou este fato como um sinal de sua vida. Ele vendeu todos os seus bens, deu o dinheiro para os pobres foi estudar teologia em Nápoles em 1585. Ordenado em 1587. Entrou para a Cnfraria do Hábitos Brancos da Justiça( Bianchi della Giustizia) e pregava para os prisioneiros .Com João Agostinho Adorno ele fundou a Cngregaçao dos Frades Menores e passou a cuidar dos doentes e prisioneiros e receberam a aprovação do Papa Sixtus V em 1º de julho 1588 , e do Papa Gregório XIV em 18 de fevereiro de 1591 e do Papa Clemente VIII em 1º de junho de 1592.
Escolhido superior da Congregação em Nápoles em 89 de marco de 1592 ele fez questão de fazer também as tarefas mais humildes da casa como varrer os corredores. Notável pelo seu trabalho junto aos pobres , era um fazedor de milagres e tinha o dom da profecia, e era um pregador muito popular em sua região, curava várias doenças apenas com sua benção e o sinal da cruz. O Papa Paulo V desejava que ele fosse Bispo mas recusou repetidamente, citando a o voto da Congregação que proibia aceitar qualquer alta posição na Igreja. No final de sua vida ele renunciou de suas funções e passou seu tempo em oração e a se preparar para a morte.
Varias vezes foi encontrado embaixo da escada da casa, em êxtase. No dia em que morreu, uma hora antes do amanhecer ele levantou-se e gritou :”Para o Céu” e logo depois faleceu.
Faleceu em 4 de junho de 1608 em Agnone, Itália. Suas relíquias estão parte em Nápoles e parte em San Lorenzo in Lucina, Roma. Beatificado pelo Papa Clemente XIV em 1769 e canonizado em 24 de maio de 1807 pelo Papa Pio VII. É padroeiro da Associação dos cozinheiros italianos, escolhido em 1838.
Sua festa é celebrada no dia 4 de junho.
São Paulo da Cruz
29/01/10
Nasceu em Ovada ,Piedmont, Itália como Paulo Francesco Danei e era o filho mais velho de uma nobre família. Ele levou uma vida de austeridade até 1714 quando se juntou ao exercito Veneziano para lutar contra os Turcos. Retornando a sua vida civil em 1720, ele teve uma visão da Nossa Senhora em um hábito preto com o nome de Jesus e segurando uma cruz branca em seu peito. Na visão Virgem Maria a disse a ele para fundar uma ordem religiosa devotada a pregar a Paixão de Cristo. Daí o nome “Ordem dos Passionatas” (Congregação dos Frades Descalços e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo). Durante 40 dias de reclusão ele escreveu a Constituição e as Regras da Ordem, a qual é ainda seguida. Do bispo de Alexandria ele recebeu para si a e para os membros de sua congregação o hábito dos Frades Descalços e, 1725 a permissão do Papa Benedito XIII para receber noviços. Em 1727 ele foi ordenado com os seus Passionatas pelo próprio Papa.
Ele e os companheiros se retiraram para o Monte Argentaro perto de Orbitello e ele passou varias e severas provações desde a crônica ameaça da guerra até a deserção de noviços. Não obstante Paulo trabalhou sem cessar e em 1737 o primeiro monastério dos Passionatas foi inaugurado. Paulo se mudou e inaugurou uma segunda casa em Vetrella em 1744 e foi eleito Superior Geral da Ordem em 1747. Dois anos mais tarde ele conseguiu abrir o primeiro convento para freiras Passionatas em Corneto. Ele passou a viver então em Roma até a sua morte em 18 de outubro de 1775, mas sempre supervisionando pessoalmente a expansão de sua Ordem. Ele foi enterrado na Basílica de São João e Paulo por ordem do Papa Clemente. Ele foi abençoado com dons sobrenaturais da profecias, de ver a distancia e curar doentes apenas com sua benção e era um dos mais celebrados pregadores de seu tempo. O povo lutava para toca-lo e tirar um pedaço de sua túnica como lembrança. Foi canonizado em 1867 pelo Papa Pio IX.
Sua festa é celebrada no dia 19 de outubro.
Só os Santos transformam a Igreja e a sociedade, recorda o Papa Bento XVI
13/01/10
VATICANO, 13 Jan. 10 / 01:04 pm (ACI).- Em meio de uma jornada dominada pela dor pelo terremoto que golpeou o Haiti, para quem o Papa Bento XVI pediu urgentemente a ajuda da comunidade internacional, o Santo Padre dedicou a Audiência Geral de hoje às ordens mendicantes do século XIII, dominicanos e franciscanos, e explicou que solo os Santos, guiados Por Deus são “os autênticos reformadores da vida da Igreja e da sociedade”.
Em sua habitual catequese na Sala Paulo VI e perante umas nove mil pessoas, o Pontífice se referiu às ordens fundadas por São Francisco de Assis e São Domingo de Gusmão, assinalando os que alcançam a santidade, como estes dois grandes fundadores, convertem-se em “mestres com a palavra e testemunhas com o exemplo, promovem uma renovação eclesiástica estável e profunda”.
Santos como Francisco de Assis e Domingo de Gusmão “foram capazes ler com inteligência os “sinais dos tempos”, intuindo os desafios que a Igreja daquela época deveria enfrentar, como o aparecimento de grupos radicais que se afastavam da verdadeira doutrina cristã; o aumento das populações urbanas sedentas de uma intensa vida espiritual; e a transformação cultural que eclodia a partir das Universidades”. Um destes desafios era “a expansão de vários grupos e movimentos de fiéis que, embora inspirados por um desejo legítimo de vida cristã autêntica, colocavam-se freqüentemente fora da comunhão eclesiástica”.
Entre estes grupos, disse o Papa, estavam os cátaros ou albigenses, que re-propuseram antigas heresias como “o desprezo do mundo material, a negação da livre vontade e a existência de um princípio do mal equiparável a Deus”.
Movimentos como aqueles tiveram êxito, “não só por sua sólida organização, mas também porque denunciavam uma desordem real na Igreja, causado pelo comportamento pouco exemplar de diversos representantes do clero”, acrescentou Bento XVI
Entretanto, os franciscanos e os dominicanos “demonstraram que era possível viver a pobreza evangélica sem separar-se da Igreja”, renunciando não somente à posse de bens materiais, mas também rechaçando que a comunidade fosse proprietária de terrenos e bens imóveis, testemunhando assim “uma vida extremamente sóbria para ser solidários com os pobres e confiar apenas na Providência”.
O estilo pessoal e comunitário das ordens mendicantes, “somado à adesão total ao ensino da Igreja e à sua autoridade foi muito apreciado pelos pontífices da época, que ofereceram seu pleno apoio a essas novas experiências eclesiásticas, reconhecendo nelas a voz do Espírito”.
“Também hoje, inclusive vivendo em uma sociedade em que prevalece o ter sobre o ser, somos muito sensíveis aos exemplos de pobreza e solidariedade”, observou Bento XVI, recordando que Paulo VI afirmava que “o mundo escuta com agrado aos mestres quando também há testemunhas. Esta é uma lição que não deverá ser esquecida jamais na obra de difusão do Evangelho: viver em primeira pessoa o que se anuncia, ser espelho da caridade divina”.
Do mesmo modo, as ordens responderam à exigência muito difundida em sua época da instrução religiosa, pregando e tratando “temas muito próximos à vida da gente, sobre tudo a prática das virtudes teologais e morais, com exemplos concretos, facilmente compreensíveis”.
Dada sua importância, estas ordens mendicantes promoveram instituições leigas como os grêmios ou as autoridades civis as consultavam freqüentemente. Os franciscanos e dominicanos foram assim “os animadores espirituais da cidade medieval” e “puseram em marcha uma estratégia pastoral adequada às transformações da sociedade”. Em um tempo em que as cidades cresciam, construíram seus conventos em zonas urbanas e viajaram de um lugar a outro, “abandonando o princípio de estabilidade que tinha caracterizado a vida monástica durante séculos”.
Outra grande provocação eram “as transformações culturais”, que tornavam muito vivaz a discussão nas universidades. Daí que os frades “entrassem nos ateneus mais famosos como estudantes e professores, erigissem centros de estudo e incidissem significativamente no desenvolvimento do pensamento”.
Ao falar das chamadas “terceiras ordens” dependentes dos franciscanos e dominicanos, onde se reuniam os leigos, o Santo Padre disse que “a proposta de uma ‘santidade leiga’ conquistou muitas pessoas. Como recordou o Concílio Ecumênico Vaticano II, a chamada à santidade não está reservada a alguns, mas é universal. Em todos os estados de vida, seguindo as exigências de cada um deles, encontra-se a possibilidade de viver o Evangelho. Também hoje todo cristão deve ter a ‘medida alta da vida cristã’ em qualquer estado de vida ao que pertença!”.
“Hoje, vivendo em uma sociedade em que com freqüência prevalece o ‘ter’ sobre o ‘ser’, somos muito sensível aos exemplos de pobreza e solidariedade, que os fiéis oferecem com opções valentes. Também hoje não faltam iniciativas similares: os movimentos, que partem realmente da novidade do Evangelho e o vivem com radicalidade no hoje, ficando nas mãos de Deus, para servir ao próximo. Esta é uma lição para não esquecer nunca na obra da difusão do Evangelho, viver pessoalmente o que se anuncia, ser espelho da caridade divina”.
Ao finalizar sua catequese, Bento XVI ressaltou que “hoje também há uma “caridade da verdade e na verdade”: “uma “caridade intelectual” para iluminar as inteligências e conjugar a fé com a cultura”.
“A tarefa dos franciscanos e dominicanos nas universidades medievais é um convite a estar presentes nos lugares de elaboração do saber para propor, com respeito e convicção, a luz do Evangelho sobre as questões fundamentais que correspondem ao ser humano, a sua dignidade e o seu destino eterno”, concluiu o Papa Bento.
Franciscanos recordarão seu 8º centenário em Assis
08/04/09
Reviverão o «capítulo das esteiras»
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Mais de dois mil franciscanos de todo o mundo se congregarão de 15 a 18 de abril para recordar em Assis o 8º centenário da fundação da família religiosa, convidados por seus superiores gerais.
Recordarão um encontro convocado por São Francisco de Assis cinco anos antes de sua morte, em 1221, quando chamou 5 mil frades: foi o primeiro capítulo geral dos franciscanos, que então se chamou «das esteiras», pois naquela ocasião, por falta de leitos, os frades dormiram em «esteiras».
O próximo capítulo internacional das esteiras, convocado em recordação dos 800 anos da aprovação, em abril de 1209, por parte do Papa Inocêncio III, da Regra de São Francisco, e portanto da nova Ordem, foi apresentado nesta terça-feira em Roma, na sede da Rádio Vaticano, pelo ministro geral da Ordem dos Frades Menores, o Pe. José Rodríguez Carballo.
«O capítulo das esteiras quer ser um momento intenso de testemunho ao mundo como fraternidade e de reflexão sobre os temas fundamentais de nossa vida», explicou o Pe. Carballo.
Os delegados se reunirão em Assis e depois em Roma, em representação dos 35 mil frades franciscanos das 4 denominações que estão presentes em 65 países do mundo.
O capítulo concluirá com a audiência do Papa Bento XVI, no pátio do palácio apostólico de Castel Gandolfo, em 18 de abril.
As jornadas franciscanas refletirão sobre a acolhida, o testemunho, o significado da penitência e do jejum e a gratidão.
Dedicar-se-á também um amplo espaço a refletir sobre o compromisso missionário, pois, como explicou o Pe. Carballo, os franciscanos são a primeira ordem missionária.
«São Francisco é o primeiro fundador que escreve em sua regra um capítulo sobre a missão em terras cristãs, mas é o primeiro também em escrever um capítulo sobre a Missio ad gentes, para aqueles que iam entre os chamados sarracenos e outros não-cristãos.»
«Estivemos sempre na fronteira da evangelização e este será nosso compromisso também para o futuro – declara o ministro geral. Nosso claustro é o mundo.»
Quem não puder participar do capítulo, poderá acompanhar ao vivo suas diferentes fases graças à Teleradio Padre Pio, que transmite por satélite (www.teleradiopadrepio.it).






