Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador Lombardi
Papa se reúne com mulher que o derrubou na Missa do Galo
13/01/10
Fonte: UOL Notícias
Cidade do Vaticano, 13 jan (EFE).- O papa Bento XVI manteve hoje uma conversa no Vaticano com Susanna Maiolo, a mulher de 25 anos que o derrubou durante a Missa do Galo passada, informou hoje o Vaticano.
O encontro, segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, aconteceu ao final da audiência pública das quartas-feiras, em um recinto anexo à Sala Paulo VI do Vaticano.
Maiolo, precisou Lombardi, expressou ao papa seu “pesar” pelo ocorrido e lhe pediu perdão, e Bento XVI deu seu perdão e mostrou interesse pela saúde da mulher.
Meios de comunicação: vantagem ou perigo para vida consagrada?
27/11/09
Por Carmen Elena Villa
ROMA, terça-feira, 24 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Os meios de comunicação são formadores ou deformadores de consciências? Favorecem ou prejudicam a vida em comunidade das pessoas consagradas? Estas perguntas foram debatidas e analisadas no congresso: “Uso e abuso dos meios de comunicação na vida consagrada”, realizado no último final de semana no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, da cidade de Roma.
Religiosas e consagradas, representantes de dezenas de comunidades femininas, procedentes de 4 continentes – a mais jovem tinha 24 anos e a mais velha, 77 –, expuseram seus interrogantes sobre como usar melhor os meios de comunicação.
Trata-se de “favorecer o diálogo com o mundo da cultura, sem que isso represente um perigo para a vida consagrada, entendendo que estes cada vez apresentam, de maneira mais explícita, valores alterados que podem atentar contra os conselhos evangélicos”.
A irmã Nicla Spezzati, em uma conferência intitulada “A vida fraterna à intempérie mediática”, destacou como, cada vez mais, a mídia procura despertar sensações, mais do que formar consciências ou gerar opiniões.
“É necessário cultivar a atitude crítica diante do que nos cerca”, sem “demonizar” nem exaltar, mas dando o peso justo ao que a mídia oferece.
A religiosa afirmou que a mídia não pode preencher os vazios afetivos que podem ser vividos na vida religiosa. Advertiu também sobre os perigos que alguns meios como o facebook, skype, uso do celular (sms) podem causar à vida comunitária. Para isso, disse, é necessária uma comunidade bem constituída, na qual se viva claramente o ágape fraterno.
Mídia e votos
Por outro lado, Marcela Lombardi, consagrada do Movimento Regnum Christi, falou de como a mídia pode representar um perigo para a vivência da obediência, da pobreza e da castidade, se o usuário não faz uma leitura crítica e não vive de maneira consistente e fiel a sua vocação.
Indicou que é fundamental para uma pessoa consagrada “não fugir da realidade navegando na internet; aceitar que as relações pessoais são, em primeiro lugar, com a irmã de comunidade”.
Advertiu também como a mídia pode criar “necessidades”, que representam uma tentação contra o voto de pobreza.
Para isso, disse que é fundamental que cada consagrada faça um exame de consciência: “Sobre as últimas coisas que comprei ou pedi à minha superiora: com que critério o fiz? São necessidades reais ou caprichos?”.
Quanto à obediência, a consagrada afirmou que a mídia apresenta muitas vezes a figura de autoridade como um mero cargo de poder e não como um lugar de serviço à comunidade. “A autoridade é vista como algo que nos oprime. Por isso, a pessoa acaba achando que deve se rebelar e não obedecer.”
“A pessoa consagrada entregou sua liberdade nas mãos de Deus porque Ele pode dispor dela como bem entender. E o faz através de instrumentos humanos.”
Indicou a importância de “não nos deixarmos fascinar pelo que provoca uma sensação imediata, mas não leva a uma verdadeira riqueza espiritual”.
Olhar positivo
A última conferência do encontro esteve a cargo da escritora e também consagrada do Regnum Christi Ángeles Conde, sobre os novos areópagos e o uso adequado dos meios de comunicação. “Assim como a primeira geração de cristãos se esforçou por encontrar o ambiente pagão e romano, nós temos de nos esforçar por encontrar uma cultura por parte dos meios modernos.”
Recordou que os romanos eram pagãos e tinham uma moral muito difícil de mudar. Com o esquema de ver-julgar-agir, Conde fez um percorrido por diferentes sites católicos que procuram evangelizar e oferecer instrumentos de formação através dos novos meios.
Assim, apresentou-se neste evento acadêmico uma atitude crítica e ao mesmo tempo positiva com relação aos meios de comunicação, que podem ser um caminho, mais que um obstáculo, para construir laços de fraternidade nas comunidades e evangelizar as novas realidades.
Colóquios entre Vaticano e lefebvristas em outubro
19/09/09
Confirma o porta-voz vaticano
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 15 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Na segunda metade de outubro, serão realizados colóquios entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre, segundo informou o porta-voz vaticano nesta terça-feira.
O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, confirmou, além disso, os nomes dos três especialistas que participarão dos encontros em representação do Vaticano.
Trata-se do dominicano suíço Carles Morerod, secretário da Comissão Teológica Internacional, do jesuíta alemão Karl Josef Becker e do vigário geral do Opus Dei, o prelado espanhol Fernando Ocariz Brana.
Nos últimos dias, em declarações a um jornal alemão, o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, havia afirmado que a Santa Sé “explicará muito claramente” aos lefebvristas “o que é negociável”, como “o diálogo com os judeus e as demais religiões e confissões cristãs e a liberdade religiosa como direito fundamental da humanidade”.
O purpurado recordou que Bento XVI vê como “um dever seu o compromisso pela unidade da Igreja”.
O Papa faz 82 anos “procurando levar os homens a Deus”
16/04/09
VATICANO, 16 Abr. 09 / 10:56 am (ACI).- O Papa Bento XVI completa esta quinta-feira 82 anos, “procurando levar os homens a Deus”, conforme explicou o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sede, o Pe. Federico Lombardi,SJ.
O Pontífice celebra seus 82 anos no palácio apostólico de Castel Gandolfo, a poucos quilômetros de Roma onde transcorre um breve período de descanso depois dos ritos de Semana Santa.
O Pe. Lombardi expressou sua felicitação ao Papa manifestando o desejo de que “possa continuar exercendo durante muitos anos seu ministério, que é um ministério profundo de ajuda aos homens e mulheres para encontrar a Deus”.
“O centro de sua preocupação é levar aos homens a Deus e Deus aos homens através de um grande amor pessoal por Cristo”, disse o Pe. Lombardi; e assinalou que “apesar da atitude crítica necessária ao redor de tantos aspectos negativos da cultura ou da mentalidade de hoje, no fundo, a mensagem que quer dar é uma mensagem de amor, uma mensagem para o bem do ser humano e que é a reconciliação com Deus e com todos os habitantes da terra”.
Joseph Aloysius Ratzinger, nome de batismo de Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn (Bavária, Alemanha) em 16 de abril de 1927. Desde 1946 a 1951, ano em que foi ordenado sacerdote (29 de junho) e iniciava sua atividade de professor, estudou filosofia e teologia na universidade de Munique e na escola superior de Filosofia e Teologia de Freising. Em 1953 se doutora em Teologia com a dissertação “Povo e casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Quatro anos depois obtinha a cadeira com seu trabalho sobre “A Teologia da História de São Bonaventura”.
Depois de conseguir o cargo de Dogmática e Teologia Fundamental na escola superior de Filosofia e Teologia de Freising, prosseguiu o ensino em Bonn, de 1959 a 1969, Münster de 1963 a 1966 e Tubinga, de 1966 a 1969. Neste último ano passou a ser catedrático de Dogmática e História do Dogma na Universidade de Regensburgo e vice-presidente da mesma universidade. Em 1962 contribuiu uma notável contribuição no Concílio Vaticano II como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, arcebispo de Colônia.
Paulo VI o nomeou Arcebispo de Munique em 24 de março de 1977 e o criou cardeal em 27 de junho de 1977. Em 1981 João Paulo II o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Foi também presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional e decano do Colégio Cardenalicio.
Em 19 de abril de 2005, segundo dia do conclave, foi designado Papa.
Em uma entrevista concedida a Rádio Vaticano a propósito do aniversário, o Padr Lombardi destacou que em apenas um ano “o Papa esteve na América, nos Estados Unidos, nas Nações Unidas. Esteve na Austrália para a Jornada Mundial da Juventude. Na França e, finalmente, em África, faz poucas semanas”.
“Percorreu quatro continentes em um ano e todas estas viagens foram notáveis pela acolhida, pela eficácia com que sua mensagem foi recebida também por parte de públicos completamente distintos do ponto de vista cultural e de sua situação. Por isso diria que o Papa viveu a dimensão universal de seu ministério de forma extremamente eficaz, no curso deste ano”, assinalou.
Momentos difíceis
Sobre os momentos delicados e difíceis neste último ano de Pontificado, o Padre Lombardi considerou discussões com motivo da remissão da excomunhão aos quatro bispos ordenados por Marcel Lefebvre e o caso Williamson.
“Como o viveu o Papa? Vemo-lo com a Carta que ele mesmo escreveu aos bispos de todo o mundo, que é um documento extraordinário, um documento muito pessoal, intenso, em que vemos como ele confronta uma situação de tensão dentro da Igreja e também em relação com a cultura circunstante. Confronta-a substancialmente colocando novamente em claro as prioridades de seu pontificado, reconduzir aos homens a Deus e Deus aos homens, e destacando os critérios evangélicos com os quais tomou esta iniciativa da remissão da excomunhão, como um gesto de misericórdia, inspirando-se nas palavras do Evangelho: reconcilie-se com seu irmão. Diria que nos deu um testemunho muito intenso como homem de fé, como pastor que guia a Igreja com critérios de pura fé e grande caridade e responsabilidade espiritual em relação com o povo de Deus e da humanidade de hoje”, indicou.
Carta papal sobre levantamento de excomunhões: Evangelho no centro
16/03/09
Comentário do Pe. Federico Lombardi, S.J.
CIDADE DO VATICANO, domingo, 15 de março de 2009 (ZENIT.org).- A carta de Bento XVI enviou na última quinta-feira aos bispos do mundo inteiro, para explicar o levantamento da excomunhão dos bispos ordenados ilegitimamente em 1988 por Dom Marcel Lefebvre, coloca o Evangelho no centro da vida da Igreja, explica seu porta-voz.
O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou este documento, que qualifica de «original, de estilo sucinto e pessoal», no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, que ele também dirige.
«A ocasião – como se sabe – são as discussões suscitadas pela decisão de levantar a excomunhão dos quatro bispos que haviam sido ordenados por Dom Lefebvre, medida cuja natureza, limite e intenção o Papa explica claramente. Isto é, a busca da unidade também quando é difícil.»
Mas este documento «tem um significado muito mais amplo, porque se torna testemunho firme das prioridades e dos critérios de Bento XVI em seu serviço de governo da Igreja».
O Papa reitera as grandes prioridades do seu pontificado: «conduzir os homens a Deus, ao Deus que se revelou na Bíblia e em Cristo; a unidade dos cristãos e o ecumenismo; o diálogo entre os crentes em Deus, isto é, o diálogo inter-religioso para impulsionar a paz no mundo e a dimensão social da caridade cristã».
«São as prioridades que conhecemos muito bem desde o primeiro discurso de Bento Xvi na Capela Sistina. Prioridades que ele traduziu fielmente na prática de cada dia, com suas palavras e obras.»
«Além disso, o Papa destaca com firmeza o critério que guia o seu governo e o espírito que o anima.»
«É o Evangelho, a lei nova em Cristo. Se ele se empenha e se expõe em um caminho de reconciliação que suscita tantas resistências, é porque o Senhor nos disse que se o nosso ‘irmão tem algo contra nós’, devemos deixar a oferta diante do altar e ir antes reconciliar-nos com ele.»
«E o Evangelho deve ser levado a sério – conclui o porta-voz. O mandamento do amor é exigente. Damos graças ao Papa por ter testemunhado, mais uma vez, com tanta eficácia à Igreja e ao mundo que Deus está em primeiro lugar e que o melhor caminho para ir a Ele é o Evangelho de Jesus.»
Papa reconhece e condena holocausto
04/02/09
Declaração vaticana à chanceler alemã Angela Merkel
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI reconhece e condena o holocausto do povo judeu na época do nazismo, esclareceu o porta-voz da Santa Sé em resposta a declarações da chanceler alemã.
O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, respondeu aos novos pedidos de esclarecimento sobre a posição do Papa e da Igreja Católica, apresentados por Angela Merkel, citando as condenações públicas da Shoá que o Papa pronunciou neste pontificado.
A chanceler havia pedido «clareza» ao Papa e à Santa Sé sobre a controvérsia surgida ao levantar-se a excomunhão de quatro bispos tradicionalistas, entre os quais se encontra o bispo Dom Richard Williamson.
«Se uma decisão do Vaticano dá a impressão de que se pode negar o holocausto – afirmou nesta terça-feira a chefe do governo de Berlim em um encontro com os jornalistas –, esta deve ser esclarecida. Por parte do Vaticano e do Papa, é preciso afirmar muito claramente que não se pode dar nenhuma negação.»
O Pe. Lombardi explicou que «o pensamento do Papa sobre o holocausto foi exposto com muita clareza na Sinagoga de Colônia, em 19 de agosto de 2005, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em 28 de maio de 2006, na sucessiva audiência geral de 31 de agosto de 2006, e mais recentemente no final da audiência geral de 28 de janeiro passado, com palavras que não dão lugar a equívocos».
Em particular, o porta-voz repete as palavras pronunciadas nessa última ocasião pelo Papa: «Enquanto renovo com afeto a expressão de minha total e indiscutível solidariedade com nossos irmãos destinatários da Primeira Aliança, desejo que a memória da Shoá induza a humanidade a refletir sobre o imprevisível poder do mal quando conquista o coração do homem. Que a Shoá seja para todos advertência contra o esquecimento, contra a negação ou o reducionismo».
Segundo o Pe. Lombardi, «a condenação das declarações negacionistas do holocausto não podia ser mais clara, e pelo contexto é evidente que se referia também às posições de Dom Williamson e a todas as posições análogas».
«Nessa mesma ocasião, o Papa explicou claramente também que a revogação da excomunhão não tem a ver com uma legitimação de posições negacionistas do holocausto, que, como se pode ver, ele condenou claramente», conclui.
Porta-voz vaticano: Maria, presente de Jesus na cruz
27/05/08
Pe. Lombardi explica o sentido e o impacto da devoção a Nossa Senhora
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de maio de 2008 (ZENIT.org).- O amor a Maria não é algo sentimental ou mitológico, mas o presente de Cristo na cruz, explicou o porta-voz do Vaticano.
O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa vaticana, analisou as últimas intervenções de Bento XVI neste mês de maio, desde o terço guiado em Santa Maria Maior no primeiro sábado, às visitas aos famosos santuários marianos de Savona e Gênova e a cerimônia conclusiva prevista na Praça de São Pedro.
No editorial do último número de «Octava Dies», semanal do Centro Televisivo Vaticano (CTV), do qual é também diretor, o sacerdote declarou que o amor a Maria não é «devoção sentimental ou, pior, mitológica».
«Trata-se de reencontrar na Mãe de Jesus a via mestra para voltar a situar a encarnação de Deus no centro de nossa vida e – como acrescentava o Papa Bento XVI – de nosso tempo e de nossas cidades.»
«Extraindo da contemplação da vida de Cristo, pode-se ‘irrigar’ a sociedade, a partir das relações cotidianas, e purificá-la de tantas forças negativas, abrindo-a à novidade de Deus», acrescenta.
Entre os gestos marianos do Papa neste mês, um dos mais representativos foi proclamar o dia 24 de maio como Jornada Mundial de Oração pela Igreja na China.
Neste dia se celebrava a memória de Maria ‘auxílio dos cristãos’, tão venerada naquele país, e em especial no santuário de Sheshan, perto de Xangai, o mais famoso da China.
Deste modo, diz o Pe. Lombardi, «na oração mariana, o horizonte se torna universal: Cristo moribundo confiou todos nós aos cuidados da Mãe».
«Os católicos chineses aspiram com perseverança a poder expressar em plena liberdade sua fé; o povo chinês sofre neste tempo a terrível tragédia do terremoto.»
«Olhamos para o país mais populoso do mundo com fraternidade e solidariedade, com o verdadeiro desejo de seu bem humano e espiritual.»
«É justo ter esperança em relação serena entre a Santa Sé e a China, porque a Igreja pode ser verdadeiramente chinesa e verdadeiramente católica ao mesmo tempo – conclui. Os sinais positivos não faltam. Peçamos que a Mãe da China, da Ásia, da Igreja acompanhe e favoreça o caminho.»
Vaticano aposta na televisão em alta definição
27/03/07
Fase experimental a partir de 15 de abril
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de março de 2007 (ZENIT.org).- O Centro Televisivo Vaticano lançará a televisão em alta definição, segundo explicou seu diretor, o Pe. Federico Lombardi S.J., em uma coletiva de imprensa nesta manhã, na sede da «Rádio Vaticano».
A primeira missa ao vivo desde o Centro Televisivo Vaticano, em alta definição, será transmitida a partir de 15 de abril, por ocasião dos 80 anos de Bento XVI, e será presidida pelo próprio Papa.
O padre Lombardi explicou que o uso desse novo padrão televisivo quer «oferecer a máxima qualidade das imagens» e é «uma necessidade de qualidade à que o Centro Televisivo tem de responder».
Durante a apresentação desta nova modalidade de alta definição, informou-se que também começarão a «arquivar os materiais em alta definição para poder oferecê-los a televisões que já transmitem nesta modalidade em alta qualidade, especialmente da Coréia, Japão, Estados Unidos, Alemanha e também Itália», ilustrou o porta-voz vaticano.
Francesco Robatto, da HDH Communications, a empresa que tem a exclusiva para distribuir o material do Centro Televisivo Vaticano, acrescentou que a decisão do Vaticano de lançar-se à alta qualidade é «boa e oportuna», em um momento no qual «a televisão sofre a ofensiva da Internet e o passo à alta qualidade é necessário».
Roberto Romolo, responsável administrativo do Centro Televisivo Vaticano, revelou que «paulatinamente as imagens das atividades do Papa e dos acontecimentos mais importantes serão realizadas pelo Centro Televisivo Vaticano em alta definição».
Na apresentação, recordou-se que tecnicamente a «High Definition Television» (HDTV) será o padrão que dentro de poucos anos substituirá as atuais transmissões televisivas.
O Centro Televisivo Vaticano, nascido em 1983 para gravar a atividade do Papa, é o ponto de referência atual das agências e canais de televisão para obter as imagens do Santo Padre. Conta com um arquivo de 7.000 horas de imagens, em particular sobre João Paulo II e Bento XVI.
Execução de Saddam Hussein: Santa Sé reitera seu rechaço à pena de morte
02/01/07
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 1 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- A Igreja católica é contrária à pena de morte, ainda que o condenado seja culpado de graves delitos.
Foi assim que recordou à imprensa, no sábado passado, o diretor da Sala de Informação da Santa Sé, padre Federico Lombardi, S.J.
Nesse dia o ex-presidente do Iraque, Saddam Hussein, morreu enforcado na sede dos serviços militares iraquianos no bairro Qadumiya, em Bagdá.
«Uma execução capital é sempre uma notícia trágica, motivo de tristeza, ainda que se trate de uma pessoa que é culpada de graves delitos», expressa a declaração do padre Lombardi.
«A postura da Igreja católica – contrária à pena de morte – foi sublinhada várias vezes. Matar o culpado não é o caminho para reconstruiu a justiça e reconciliar a sociedade. Inclusive existe o risco de que, ao contrário, se alimente o espírito de vingança e se semeie nova violência», acrescenta.
«Neste tempo obscuro da vida do povo iraquiano não se pode senão desejar que todos os responsáveis realizem verdadeiramente todo esforço para que em uma situação dramática se abram finalmente espirais de reconciliação e de paz», conclui.
Papa visitará a Mesquita Azul de Istambul
27/11/06
Como sinal de respeito pelos crentes do islã
CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Como sinal de respeito pelos crentes do islã, Bento XVI visitará a Mesquita Azul de Istambul em sua próxima viagem à Turquia, segundo confirmou este domingo o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
O Papa havia manifestado seu desejo de poder visitar uma mesquita durante a viagem que realizará à Turquia de 28 de novembro a 1º de dezembro, segundo já havia confirmado o padre Lombardi esse sábado.
A visita acontecerá na tarde de 30 de novembro, imediatamente depois da visita ao Museu da Santa Sé.
«O programa está cheio de compromissos, mas se conseguiu prever esta visita que será um sinal de respeito e atenção para o islã», declarou o padre Lombardi.
Será o segundo Papa a entrar no recinto de uma mesquita, depois que João Paulo II visitou a Mesquita dos Omeyas em Damasco, em 6 de maio de 2001.
A Mesquita Azul foi construída durante o reinado do décimo quarto sultão otomano, Ahmet I, entre 1603-1617. É a maior mesquita de Istambul.