Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador ouro
Santa Catarina de Labouré
29/01/10
Nasceu na França em 2 de maio 1806, nona filha de 11 irmãos. Um dia teve uma visão de São Vicente de Paulo que disse a ela que Deus queria que ela trabalhasse com os doentes, e assim ela aos 23 anos entrou na Ordem da Irmãs de Caridade de São Vicente de Paula, e em 1839 se lhe apareceu a Virgem que a convidou a difundir uma medalha conhecida como a “medalha milagrosa”( Virgem da Medalha Milagrosa ou Nossa Senhora das Graças) junto com a frase ” Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós “.
Na tarde de sábado, dia 27 de novembro de 1830, véspera do 1° Domingo do Advento, em Paris, na capela das Irmãs de Caridade de São Vicente de Paula, a noviça Irmã Catarina Labouré, teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma pequena cruz de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções, e num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
“A Virgem Santíssima – disse Irmã Catarina – baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: “Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular… Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem”. Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS. Ouvi, então, uma voz que me dizia: “Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança”. Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo do M, os dois Corações, de Jesus e de Maria; o de Jesus, com uma coroa de espinhos e o de Maria atravessado por uma espada; contornava o quadro uma coroa de doze estrelas.
Irmã Catarina disse ainda que a Santíssima Virgem calcava aos pés uma serpente, alusão clara à palavra de Deus a Eva, depois do pecado: “Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15) A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la. O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de “Medalha Milagrosa”, ou “Medalha de Nossa Senhora das Graças”. A conclusão do inquérito foi a seguinte: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”. A primeira medalha foi entregue à Irmã Catarina. Em 1836, o gravador já havia cunhado mais de 2 milhões de peças.
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é tambem conhecida com Nossa Senhora das Graças. Catarina de Laboure faleceu em 31 de dezembro de 1876 em Enghien-Reuilly, France. Ela foi canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII.
Sua festa é celebrada no dia 31 de dezembro.
Na França, sua festa é celebrada no dia 28 de novembro.
São Maron
29/01/10
Um eremita que vivia perto do Rio Orontes em Cyrrhus, geralmente ao relento sem nenhum abrigo. Quando ele encontrou um templo pagão ele o dedicou a Deus e fez dele o seu Oratório. Foi ordenado em 405 DC. Passava suas noites em preces.Tinha o dom da cura das doenças e dos vícios, assim centenas o procuravam para serem curados.
Diz a tradição que curava varias doenças apenas com sua benção e oração. Como São Maron curava todos os vícios multidões, iam até ele. Fundou vários monastérios e treinou vários monges na Síria. Foi um amigo de São João Chrysóstomo. São João Chrysostomo o chamava de “boca de ouro”. Chrysóstomo tornou-se Patriarca de Constantinopla em 397 e dedicou sua 36º Epistola a São Maron enquanto estava exilado em Cucussus, Armenia em torno de 405DC, e em suas cartas pedia a São Maron que orasse por ele.
Foi o conselheiro de São James de Cyr, o qual recebeu seu hábito das mãos de São Maron. Os cristãos da Igreja do Líbano e da Síria são chamados de maronistas ( Igreja Maronita- um rito da Igreja Católica)e tem esse nome derivado de seu Monastério Bait-Marun e tomam São Maron como seu patriarca e padroeiro. Faleceu em 435 de causas naturais, foi enterrado entre Apamea e Mesa onde um Mosteiro foi construído em volta de sua tumba. Seu túmulo tornou-se um local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão. Em 1490 as relíquias de São Maron foram trasladadas para um lindo santuário na Catedral de Volperino em Foligno, ao lado de uma estátua do santo em prata.
Sua festa é celebrada no dia 14 de fevereiro.
São Thomas Becket
29/01/10
Nasceu em 21 dezembro de 1118 em Londres, Inglaterra. Educado no Prior de Merton em Boaris, Bolonha e Auxerre. Especialista na lei civil e canônica. Soldado e oficial. Indicado Arquidiácono de Canterbury. Amigo do Rei Henry II que o indicou como Chanceler da Inglaterra. Ordenado em 2 de junho de 1162. Indicado Arcebispo de Canterbury pelo Rei, ele o advertiu : ” Se está pensando que terá um obediente pupilo está enganado e seu amor virará ódio”. Assim ele, para surpresa de Henry II, se opôs aos desmandos do Rei e sua interferência nos assuntos eclesiásticos. Foi exilado varias vezes e finalmente assassinado a mando do Rei. Canonizado em 21 de fevereiro de 1173 pelo Papa Alexandre III. Padroeiro do clero, do Colégio Exeter em Oxford,de Postmouth ,Inglaterra Tendo que enfrentar o Rei varias vezes no final ele exclamou: ” Eu morrerei em nome de Jesus e em defesa da Igreja”. Ele foi morto por pessoas a mando do Rei Henry II, pela espada e machado no dia 29 de dezembro de 1170, dentro da Catedral de Canterbury, Inglaterra. Perto do altar onde sentava, ele foi martirizado e deu sua alma a Deus.
Toda a cristandade ficou estupefata. Henry foi forçado a uma penitencia pública pelo assassinato de Thomas, inclusive com a construção do monastério de Withamem Somerset, descrito na vida de São Hugo de Lincoln. Muitos milagres se sucederam imediatamente após a sua morte. Nos próximos 10 anos cerca de 703 milagres foram creditados a ele. Ele foi universalmente aclamado santo muito antes de sua canonização. O solene traslado de suas relíquias para um novo santuário aconteceu em 7 de julho de 1220. A cerimônia foi a mais magnificente vista pelo povo e vieram pessoas de toda a Europa para assisti-la. O santuário-tumba de São Thomas Becket tem esplendor sem paralelo na Inglaterra, talvez o mais rico do mundo. Durante o reinado de Henry VIII foi colocado nele varias e lindas pedras preciosas com ouro, prata e fio de ouro, jóias, broches imagens de anjos, anéis, doze ao todo com ouro em fundo de prata, cravejado de brilhantes. De um lado, uma pedra com um anjo em ouro apontando para cima oferecido pelo Rei de França. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado :1) como um arcebispo segurando uma espada invertida; ou 2) como um arcebispo ante seus assassinos ; ou 3) sendo morto na catedral.
O Templo de Jerusalém
02/06/06
No tempo de Jesus, os judeus tinham como ponto máximo de sua religião o Templo de Jerusalém. Na verdade, o Templo de Jerusalém era o único lugar legítimo onde o povo judeu podia oferecer seus sacrifícios.
O Templo foi construído pelo rei Salomão no séc. X a.C. em atendimento a uma ordem divina. No séc. VI a.C. foi destruído durante a invasão de Nabucodonosor. Cinquenta anos após sua destruição, Zorobabel ordenou sua reconstrução, mas o Templo apenas alcançou sua beleza e suntuosidade durante o reidado do rei Herodes o Grande, já nos tempos de Jesus. Contudo, as obras de embelezamento só terminaram por volta do ano 64 d.C. e o Templo terminado durou pouco tempo: no ano 70 d.C., os exércitos do imperador romano Tito arrasaram Jerusalém e, consequentemente, destruíram o Templo, símbolo máximo do judaísmo.
O templo erguia-se sobre uma grande esplanada a nordeste de Jerusalém. Possuía grandes pórticos nos quatro lados, mas os mais famosos eram: o do sul, chamado Pórtico Real e o do leste, chamado Pórtico de Salomão. O Pináculo do Templo achava-se perpendicular ao Vale do Cedron. No centro da esplanada, uma grande balaustrada retangular separava os gentios da área do Templo (o gentio que tentasse acessar os limites do Templo era punido com pena capital); era chamado de Átrio dos Gentios e era sempre invadido por cambistas e vendedores de pombos e cabritos. O Templo ainda possuía: o Pátio das Mulheres, o Pátio dos Homens e o Pátio dos Sacerdotes, onde localizava-se o altar dos holocaustos.
No centro, o Santuário do Templo achava-se dividido em duas grandes salas: o Santo, com o altar de ouro para a queima do incenso, a mesa das alfaias e o candelabro de ouro de sete braços; e, separado por um grande véu, o Santo dos Santos que, na época de Salomão, guardava a Arca da Aliança com as Tábuas da Lei. Neste último recinto, somente o sumo-sacerdote podia entrar e, mesmo assim, somente uma única vez ao ano.
Para a manutenção do Templo era cobrado do povo: o dízimo, referente a 10% das colheitas; 1% para os pobres; e, a cada sete anos, o produto referente a um ano de trabalho.
Durante as grandes festividades, principalmente a Páscoa, aproximadamente 60 mil pessoas vinham visitar o Templo, triplicando a população de Jerusalém.
Autor: Carlos Martins Nabeto
Fonte: Veritatis Splendor






