Anunciando o Evangelho
Artigos com o marcador rosas
Santa Elizabeth da Hungria
29/01/10
Nasceu em 1207 em Presburg, Hungria e era princesa e filha do Rei André da Hungria, casou-se com o príncipe Luís de Thuringa na idade de 13 anos Construiu um hospital no sopé da montanha na qual o seu castelo ficava e ela mesmo cuidava dos doentes. Sua família se opunha a isto, mas ela insistia que deveria seguir os ensinamentos de Cristo.
Certa vez ela estava levando comida para um doente pobre e Luís mandou que ela parasse e olhou debaixo do seu manto, mas em vez de comida ele só encontrou rosas. Este teria sido o seu primeiro milagre. Com a morte de Luís ela vendeu tudo que tinha e deu maior assistência aos pobres e doentes. Diz a tradição que ela curava certos doentes apenas com suas preces.
Como Wartburg era localizado no alto de um morro íngreme e de difícil acesso aos doentes ela construiu um hospital no pé do morro e várias vezes ela mesma alimentava e cuidava dos doentes. Certa vez foi vista carregando para dentro do castelo uma criança pequena com lepra e o colocou em um cama e as criadas da corte se assustaram e chamaram seu marido Luís, para mostrar o que sua esposa havia feito. A chegar e olhar para a criança ele somente viu o Menino Jesus sorrindo para ele. Desmaiou.
Após esse milagre ela, com a benção de seu marido, construiu orfanatos, fundou outro hospital com 28 camas (considerado de bom tamanho para a época) e ainda providenciou para que centenas de pessoas fossem alimentadas diariamente.
Certa vez horrorizada com a coroa de espinhos na cabeça de Jesus, nunca mais usou sua coroa dentro de uma igreja ou capela, e nos dias de jejum e na semana santa e feriados religiosos ela não usava a coroa e nem as vestimentas de rainha e sim modestas vestes comuns, algumas em farrapos. Seus criados e criadas eram proibidas de a servirem ou a atenderem nesses dias. Fazia questão de fazer tudo sozinha.
Ela deu grande quantidade de grãos a uma Alemanha faminta e por isto é a padroeira dos padeiros e dos campos de trigo. Ela faleceu de causas naturais em 1231 em Marburg. Seu túmulo passou logo a ser um local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.
Suas relíquias, inclusive seu crânio coberto com o seu véu e com a coroa de princesa, são cuidadosamente preservadas no Convento de Santa Elizabeth em Viena, na Áustria.
Foi canonizada em 1231.
Ela é representada na arte litúrgica como uma mulher carregando pães ou rosas no seu manto, ou usando coroa de princesa ou dando comida a um pedinte.
Sua festa é celebrada no dia 17 de novembro.
Santa Maria Adelaide
29/01/10
Destes cultos não reconhecidos pela Igreja, a Santa Maria Adelaide, em Arcozelo, é um dos mais conhecidos, talvez o maior de Portugal. À frente está a Junta de Freguesia de Arcozelo. «É uma situação que nenhum de nós poderá concretamente explicar a não ser pelo facto da Igreja não reconhecer a Santa Maria Adelaide, nem a ter santificado.
«O povo se sobrepôs à vontade da Igreja e manifesta um culto à Santa Maria Adelaide que, independentemente das convicções religiosas ou crenças de cada um, deverá ser respeitado e ser admitido».
D. Maria Adelaide de Sam José e Sousa nasceu na cidade do Porto no ano de 1835. Quem conta a sua história é Augusto Gomes dos Santos, que se apaixonou pelo caso e iniciou as investigações publicando A Santa Maria Adelaide, livro que narra a vida de D. Maria Adelaide. Foi para o convento Corpus Christi de Vila Nova de Gaia onde adoeceu. Mudou-se para o largo do Moinho de Vento, no Porto. Mas piorou e o médico aconselhou-a a ir para uma zona marítima com pinheiros e eucaliptos. Arcozelo foi o lugar mais propício. Chegou em Maio de 1876. Melhorou. Fazia renda e pastéis. Com essas rendas que vendia, mais com os pastéis, auxiliava muita gente pobre de Arcozelo. Gostava de crianças, dava-lhes diariamente pão, doces, roupas, catequizava-as. Estava sempre pronta a reconciliar lares desavindos. Mas o mal que a havia levado para ali agravou-se devido a uma forte constipação. Morreu a quatro de Setembro de 1885.
A 23 de Fevereiro de 1916 o caixão foi retirado, pois a campa tinha sido vendida. Abriram-no. «Encontraram o corpo de uma senhora completamente intacto, como intactas estavam as roupas que o cobriam e exalava um acentuado aroma a rosas». O corpo foi «coberto com carboneto em pedra e regado com ácido nítrico ou água-forte» e foi sepultado na vala comum, próximo da casa das ossadas. Foi pedido segredo mas alguns dos rapazes que ajudaram a fazer o trabalho falaram. «Na sexta-feira de manhã, dia 25, em Arcozelo e freguesias vizinhas, ouvia-se grande gritaria a incitar o povo a ir ajudar a desenterrar uma santa, enquanto os sinos tocavam a rebate». No dia 27, «de enxada na mão, a ti Joaquina Rainha e a ti Rosa Caleira saltaram o muro traseiro do cemitério e deram as primeiras cavadelas para tirar a terra da campa para onde fora a santinha três dias antes». Maria Adelaide de Sam José e Sousa foi retirada. O seu corpo continuava incorrupto. O local foi evacuado. A santa foi lavada e «dentro de uma capela vestiram-lhe roupas novas e colocaram-na numa urna». Foi exposta e de forma ordenada todos viram os seus restos mortais. «Deitaram-lhe cal em pó, a urna foi fechada [...] Tinham decorrido cinco anos quando foi feita a transladação para a nova capela. A urna foi novamente aberta e o corpo, um tanto queimado pelos produtos que lhe juntaram, continuava incorrupto e a exalar um acentuado aroma de rosas [...] D. Maria Adelaide podia ser exposta a público [...] A 17 de Maio de 1924, um sábado ao fim da tarde, o corpo de D. Maria Adelaide foi transladado para a nova capela». Para o povo houve duas coisas que a tornaram santa. Diz Augusto Gomes dos Santos que «consideraram isso pela sua bondade e pelo corpo aparecer intacto».
Depois de vários atentados e roubos, em 25 de Maio de 1983 um homem entrou levando na mão um ramo de flores «e uma saca. Só junto ao túmulo tirou da saca uma marreta com a qual tentou desfazer a santinha».
Hoje, com aspecto disforme, numa capela riquíssima, a Santa Maria Adelaide está exposta. Num tumulo de mármore, tapado com vidro, é preciso subir três degrau de escadas para a ver. Os degraus, também de mármore, estão gastos. Tudo é luxuoso. Atrás, um altar com imagens de santos. Ao lado da capela a casa dos milagres. Aqui vende-se cera, cruzes com Cristo, porta-chaves, terços, postais. Fora, estende-se o cemitério e, no fundo, o museu onde se expõem alguns dos objectos oferecidos à santa pelas graças concedidas: mais de 600 vestidos de noiva, vestidos de baptizados, comunhão, moedas e notas de mais de 25 países, peças de artesanato, cerâmicas, colares, anéis, cordões, velas, cera, próteses, cabelos cortados, relógios, camisolas de jogadores de futebol, um mundo de fotografias com a descrição de milagres e agradecimentos. Enfim, há de tudo.
Aceitamos como facto consumado a veneração. E merece respeito porque não é imposto, não é obrigatório, não é legalizado nem ilegalizado. Tem a ver com as convicções pessoais de cada um e nós respeitamos essas mesmas convicções.
Neste local circula muito dinheiro. «Se as pessoas deixam esmolas, é por vontade expressa. Não há pagamentos para entradas, para nada. Tudo é livre. Há um controlo absoluto das receitas e é evidente que as receitas são contabilizadas e as despesas alvo de uma extraordinária burocracia».
Os valor anual das receitas ultrapassa os 40 mil contos. «Se essas receitas acabassem subitamente, sem pré-aviso, a Junta de Freguesia de Arcozelo passaria por graves dificuldades financeiras. Porque uma das razões criticáveis na gestão destas receitas é que uma parte delas se destinam a fazer face a despesas correntes. Isso é grave porque é desequilibrado. Até servem para pagamentos salariais». O dinheiro permitiu que a freguesia fosse adquirindo volumoso número de terrenos, prédios rústicos. A nova igreja de Arcozelo, o actual Instituto Piaget, bem como o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, a CerciGaia, estão edificados em terrenos vendidos a preço simbólico. O centro de dia da terceira idade e a gestão desse centro depende desses dinheiros. Irá ser construído nos terrenos existentes um centro de saúde, um quartel da GNR novo, a sede da Cruz Vermelha Portuguesa. «Grande parte do património da freguesia foi adequirido graças à possibilidade que essas receitas permitiram». A santa é «uma grande ajuda para o orçamento de Junta A noção de correcção ou incorrecção está dependente das convicções ou das concepções de cada um. A igreja tem tido um papel de moderação. Põe-se numa acção um bocadinho passiva, dado que a santa não é beatificada. Os devotos são da opinião que deveria ser beatificada ou, pelo menos, seguir o processo para beatificação. Seria boa política porque e daria uma certa dignidade ao povo da freguesia de Arcozelo, pois esta situação coloca-os perante uma situação falsa em relação ao seus sentimento.
Santa Maria Madalena de Pazzi
29/01/10
Nasceu em Florença, Itália em 1566 de uma família distinta e foi batizada com o nome de Catherine. Foi educada no Convento de São João em Florença Ela foi compelida a casar-se pelo seu pai, mas recusou-se e com a idade de 16 anos ela entrou para a Ordem das Carmelitas Descalças no Convento de Santa Maria do Anjos, em Florença, em 1582. Quando ela recebeu o hábito ela escolheu o nome de Maria Madalena. Ela ocupou vários cargos no convento e era extremamente capaz e eventualmente tornou-se a Madre Superiora. Seriamente doente, ela experimentou vários êxtases. Após recupera sua saúde ela praticava extrema mortificações e experimentou anos de forte consolação espiritual e suas irmãs copiavam o que ela dizia durante os êxtases e as Atas desses êxtases foram mais tarde publicados. Eles guardam o espirito da beleza de sua vida.
Maria Madalena encontrou sua vocação na reforma da de todos os estados da vida da Igreja para a conversão de todos os homens. Ela acreditava que o sofrimento levaria a um profundo plano espiritual e ajudaria a salvar uma alma. Maria Madalena tem a reputação de ter o dom da profecia, ler as mentes e fez varias curas milagrosas durante a sua vida. Morreu em 25 de maio de 1607.
Ela foi canonizada em 1669 pelo Papa Clemente IX. Ela é mostrada na arte litúrgica da Igreja com os 1)Instrumentos da Paixão ajoelhada diante da Santa Trindade; 2)Cristo a coroando com três coroas de espinhos e a Virgem dando a ela rosas.
Ela é ainda é mostrada: 3) recebendo o Sagrado Sacramento de Jesus. 4)recebendo o véu branco da Virgem Maria 5)sendo presenteada com o anel por Jesus 6)coroada com espinhos e abraçando a cruz 7) com chamas saindo do seu peito.
Sua festa é celebrada no dia 25 de maio.
São Medardo
29/01/10
Filho de Nectardus, um nobre franquista e Protagia da nobreza Galo- Romana. Irmão de São Gildardus, Bispo de Ruen,França. Jovem piedoso e brilhante estudante. Educado em Saint-Quentin e freqüentemente acompanhava seu pai em viagens de negócios a Vermand e a Tournai e freqüentava as escolas de lá. Atraído pela vida religiosa, foi ordenado com a idade 33 anos. Com relutância aceitou ser Bispo de Vermand em 530 e em 531 moveu sua Sé para Noyon, que estava mais distante das brigas de fronteiras. Bispo de Tournai em 532 e uniu as duas Dioceses e esta união durou até 1146. Ele foi o bispo que colocou o véu de freira a Santa Radegunda. Medardus era um dos mais notáveis bispos de seu tempo e era muito venerado no norte e nordeste da França e logo tornou-se um herói com inúmeras lendas.
Todo ano, no dia de sua festa, em Rosiére uma jovem era escolhida como a mais exemplar da região e escoltada por 12 rapazes e 12 garotas para a igreja onde ela era coroada com rosas e recebia uma quantidade em dinheiro. Era uma espécie de bolsa escolar, e teria sido instituída por São Medardo, quando bispo. A lenda diz que quando era jovem, Medardo foi protegido da chuva por uma enorme águia que ficava parada sobre ele. Este fato é mostrado na arte religiosa e é responsável por ele ser padroeiro contra mau tempo, furacões e protetor das pessoas que trabalham nos campos e na agricultura. A tradição diz ainda que se no dia de sua festa chover, os próximos 40 dias choverão e se o tempo estiver bom, os próximos 40 dias terão um clima bom. Ele é também mostrado rindo ou dando gargalhadas, com a boca bem aberta, o que seria por ser protetor contra a dor de dente. Faleceu em 8 de junho de 545 em Noyon e suas relíquias forma trasladadas para uma propriedade real perto de Crouy, na entrada de Soissons e uma Abadia Beneditina foi construída sobre seu túmulo. É padroeiro contra o mau tempo e contra dor de dente e a favor de boas colheitas. Na arte litúrgica da Igreja é mostrado protegido da chuva por uma gigantesca águia , segurando uma cidadela, dando gargalhadas com a boca bem aberta , deixando pegadas na rocha e com dois cavalos a seus pés.
Sua festa é celebrada no dia 8 de junho.
Santa Rosa de Viterbo
29/01/10
Nasceu em Viterbo em 1235. Nasceu de pais piedosos e pobres. Rosa era notável pela sua santidade e seus poderes milagrosos desde pequena. Quando estava com três anos, ela ressuscitou sua tia do lado materno. Na idade de 7 anos ela já vivia como uma recusa e fazia penitencia. Certa vez sua saúde piorou, mas ela foi curada milagrosamente pela Virgem Maria que ordenou que ela entrasse na Terceira Ordem de São Francisco de Assis e pregasse penitencia em Viterbo numa época (1247) em que o Rei Frederico II da Alemanha era famoso pela sua heresia e maldade. Sua missão durou cerca de dois anos e foi tão grande seu sucesso que o prefeito da cidade decidiu exila-la.
O poder imperial estaria seriamente ameaçado. Assim Rosa e seus pais foram expulsos de Viterbo em Janeiro de 1250 e se refugiaram em Sorriano. Em 5 de dezembro de 1250 Rosa previu a morte súbita do Imperador, profecia realizada em 13 de dezembro. Logo depois ela foi para Vitorchiano, cidade que obedecia aos feiticeiros. Rosa consegui a conversão de todos, inclusive dos feiticeiros quando ficou sem nenhum ferimento durante varias horas no fogo de uma pira acesa pelos feiticeiros, um milagre que foi atestado por todos da vila. Com a restauração dos poderes do Papa em 1251, Rosa voltou a Viterbo. Ela desejava entrar para o Monastério de Santa Maria das Rosas (Clarissas Pobres), mas foi recusada.
Faleceu em 6 de março de 1252 de causas naturais.
Após sua canonização em 1457 o Papa Alexandre IV ordenou que ela fosse enterrada no Convento que a recusara. Sua festa em Viterbo é celebrada também no dia 4 de setembro quando o seu corpo (ainda incorrupto) foi carregado em procissão festiva para Viterbo. É padroeira das pessoas exiladas, pessoas rejeitadas pelas ordens religiosas, e da cidade de Viterbo, Itália.






