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Exercícios espirituais do Papa: mistério do chamado de Deus
28/02/10
A vocação ao sacerdócio no centro das reflexões
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Amanhã terminarão, com a celebração das Laudes e uma última meditação, os exercícios espirituais pregados ao Papa e à Cúria Romana pelo salesiano Enrico Dal Covolo, que neste ano se centraram no tema da vocação sacerdotal.
“Mais uma vez, o pontífice dá exemplo aos fiéis sobre a atitude que se deve ter neste tempo particular de oração, de reflexão e de conversão”, sublinha o Pe. David Gutiérrez, diretor da programação em espanhol da Rádio Vaticano e encarregado de comentar os exercícios espirituais deste ano.
Gutiérrez sublinha a profunda vivência destes exercícios por parte do Papa, durante toda a semana.
Como o próprio Dal Covolo explicou em uma entrevista com Zenit, cada um dos dias da semana constituiu um marco específico a partir do qual consideraram esta vocação ao sacerdócio, em harmonia com o Ano Sacerdotal convocado por Bento XVI.
Assim, a segunda-feira foi um dia de “escuta”, centrado na Lectio divina de uma passagem bíblica muito conhecida como paradigma do chamado vocacional, o de Deus ao profeta Samuel (1 Re, 19, 1-21).
O pregador propôs várias figuras bíblicas e dos Padres da Igreja sobre esta atitude de escuta do chamado divino, especialmente o modelo de Santo Agostinho, um santo muito querido pelo Papa Bento XVI.
A terça-feira foi dedicada a refletir sobre a resposta do homem ao chamado divino. Segundo comenta Gutiérrez, nesse dia, “Enrico Dal Covolo centrou suas reflexões na resposta que o homem dá a esse chamado de Deus, revisando algumas histórias bíblicas, especialmente a referida no Evangelho de São Mateus, em que Jesus fala sobre construir sobre a areia dos nossos interesses ou construir sobre a rocha de Deus”.
“Uma ênfase especial foi dada ao sentido que a vocação e a resposta representam para a missão. Este segundo dia terminou com uma reflexão sobre o exemplo sacerdotal do Santo Cura de Ars.”
A quarta-feira foi dedicada à penitência e, segundo explica o comentarista da Rádio Vaticano, o propósito foi refletir, depois de fazê-lo acerca do chamado divino e sobre a resposta do homem, sobre “os aspectos humanos que estão envolvidos nesse processo, especialmente os referidos ao que podemos chamar de ‘resistências’ que o ser humano apresenta diante da vontade de Deus, que o chama”.
“As tentações, as dúvidas, as resistências fazem parte da nossa história, o que gera a consciência de que sempre somos pecadores, mas também convidam a uma abertura à graça do Deus que sempre nos perdoa. É a atitude permanente de conversão que a Igreja pede aos seus fiéis neste tempo da Quaresma e que o Papa, com seus exercícios espirituais, está vivendo de maneira profunda”, explica.
A quinta-feira, seguindo a tradição da Igreja de consagrar este dia ao culto eucarístico e à veneração do sacerdócio ministerial, foi um dia “cristológico”, isto é, dedicado à reflexão sobre a pessoa de Jesus Cristo, aprofundando no chamado aos primeiros discípulos.
“Tanto a Lectio divina quanto as meditações da manhã seguiram este texto para compreender o papel de Jesus na vida de cada chamado, de cada sacerdote”, explica o responsável pela programação espanhola da Rádio Vaticano.
A figura sacerdotal apresentada neste dia por Dal Covolo foi a do salesiano italiano Giuseppe Quadri, cuja vida sacerdotal foi um exemplo pela sua humildade e simplicidade.
“Seu lema era ‘buscarei ser santo’. Este lema é a mensagem que o pregador dos exercícios do Papa deixou: que todos busquem ser santos no exercício do seu ministério sacerdotal”, sublinha Gutiérrez.
Hoje, sexta-feira, a meditação se centrou na Virgem Maria, modelo de resposta ao chamado divino. Como explica o Pe. Gutiérrez, “o Santo Padre e seus colaboradores meditaram, seguindo os textos do Magnificat e da Anunciação, ambos tomados do Evangelho segundo São Lucas, sobre a figura da nossa Mãe celestial, vendo n’Ela o exemplo da confirmação de Deus quando faz um convite a algum dos seus filhos”.
“O pregador apresentou hoje para a reflexão a figura do Papa João Paulo II, uma pessoa que viveu seu ministério sacerdotal, episcopal e petrino sempre confiando em Nossa Senhora”, explica.
São Geraldo Cognoli
29/01/10
Nasceu de uma família nobre. Após a morte de sua mãe ele tornou-se um eremita no monte Etna na Sicília. Após alguns anos de isolamento ele teve uma visão e entrou para os franciscanos como irmão e foi ser cozinheiro. Ele era receptor de muitas graças divinas e extraordinários favores, provavelmente pela sua simplicidade quase infantil, pela qual ele era conhecido.
Faleceu em 1345 de causas naturais, e seu culto foi confirmado em 1908. Sua festa no passado era no dia 30 de dezembro.Hoje sua festa é celebrada no dia 2 de janeiro.
São Romário
29/01/10
Também conhecido como São Romaric. Era um nobre meroviano, Lord da Austrasia e da corte do Rei Clotaire II. Casou-de ainda jovem. Mais tarde, convertido por Santo Amatus deixou a vida de mordomia que levava e tornou-se monge em Luxeuil, França. Vendeu parte de seus bens e fundou um Convento e um Mosteiro em Habendum Ramiremont ( Romaric mons) e serviu como Prior com Amatus como Abade. Romário tornou-se Abade em 623, uma posição que ele serviu por 30 anos. Suas duas filhas, um neto e uma neta entraram para o Convento de freiras e para o Monastério de monges e serviram sob sua liderança onde ele era conhecido por sua austeridade e simplicidade. Vivia em sua cela onde não havia cama. Dormia no chão e seu travesseiro era uma pedra.Havia somente uma cadeira e uma mesa para leitura e escrita. Grande amigo em Santo Arnaldo com o qual trocava várias cartas sobre as Escrituras e a real presença de Jesus na Eucaristia. Faleceu de causas naturais em 653.
Santa Teresinha do Menino Jesus
29/01/10
Era uma mística, da Ordem das Carmelitas Descalças, popularmente chamada a “pequena flor”. Nasceu em 2 de janeiro de 1873 em Aleçon , na Franca , foi batizada Marie Françoise Martin. Ela era a mais jovem de nove filhos nascidos de Louis Martin e sua esposa Zelie Guerin. Sua mãe morreu quando ela tinha 5 anos e a família mudou-se para Lisieux onde Teresa foi criada por uma tia e duas das irmãs mais velhas. Quando as suas duas irmãs se tornaram Carmelitas enclausuradas Teresa pediu para ser aceita em Carmel mas foi negado porque tinha apenas 15 anos. Teresinha foi então a Roma no jubileu do Papa Leão XIII, e consegui se infiltrar até junto ao Papa e ajoelhando-se aos seu pés pediu a ele de uma maneira tão linda que o Papa deu ordem para que ela fosse aceita e assim ela entrou para a ordem em 1890, sendo tomado o nome religioso de “Teresinha do Menino Jesus ” . Ela serviu por um tempo como noviça serviçal de uma irmã que tinha tuberculoses até a mesma morrer e da qual contraiu a moléstia. Por ordem de madre superiora, Madre Agnes (sua irmã) Teresinha começou a escrever as sua experiências místicas. O resultado de seus esforços é um livro chamado a “Historia de uma Alma”, uma das biografias mais lida no mundo moderno.
Teresinha é uma das mais populares santas da atualidade e seu encanto e simplicidade é adorado por todos aqueles que lêem a sua obra, que retrata seu tempo no convento com alegria e simplicidade de uma criança, isto numa época onde as irmãs viviam enclausuradas, quase não falavam, uma vida de privações, jejum extremos e ainda Teresinha tinha tuberculose e as vezes tinha crises que chegava vomitar sangue numa doença na época incurável, mas ela a tudo encarava como dádiva de Cristo e com uma, as vezes, inexplicável alegria. Teresinha nos seus sonhos, convivia com um Jesus alegre e também jovial encantando a todos. Tem um sonho no qual ela almoça com Maria e Jesus, que é uma das passagens mais lindas de suas experiências místicas. Teresinha morreu aos 24 anos de idade, no dia 3 de setembro em Lisieux e o anuncio de sua morte provocou um imediato interesse mundial nela. Ela começou a ser chamada a “Santa do Pequeno Caminho”. Santa Teresinha foi canonizada em 1925 pelo Papa Pio XI e foi declarada padroeira das missões no estrangeiro junto com São Francisco Xavier, em 1927 e em 1944 foi declarada Padroeira da França junto com Santa Joana d”Arc pelo Papa Pio XII. Ela foi declarada Doutora da Igreja pelo Papa João Paulo II em 1997.
104 – O que é que nos ensina a vida oculta de Jesus em Nazaré?
29/01/10
Durante a vida oculta em Nazaré, Jesus permanece no silêncio duma vida normal. Permite-nos assim estar em comunhão com Ele, na santidade duma vida quotidiana feita de oração, de simplicidade, de trabalho, de amor familiar. A sua submissão a Maria e a José, seu pai putativo, é uma imagem da sua obediência filial ao Pai. Maria e José, com a sua fé, acolhem o Mistério de Jesus, ainda que nem sempre o compreendam.
Papa explica mistério do Natal: «Sentido se fez carne»
17/12/08
O Natal, «muito mais que o nascimento de um grande personagem»
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI declarou que para os cristãos o Natal é muito mais que a lembrança do «nascimento de um grande personagem».
O Papa aproveitou que nesta quarta-feira começava a Novena de Natal para dedicar a catequese da audiência geral, concedida na Sala Paulo VI, a explicar o sentido desta festa, na qual «inclusive os não-crentes percebem como algo extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração».
Os valores da simplicidade, da amizade e da solidariedade, que tanto se exaltam nestas festas, afirmou o Papa, «não bastam para assimilar plenamente o valor do Natal».
«No Natal, portanto, não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstrato o mistério do nascimento do homem ou em geral o nascimento da vida; tampouco celebramos só o princípio de uma nova estação.»
«Nós sabemos que se celebra o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade», acrescentou.
Explicando o significado que em grego tem a palavra Logos, que é a que São João utiliza no prólogo de seu Evangelho para referir-se a Cristo, o Papa fez notar que além de traduzir-se como «o Verbo», que é a transposição corrente, Logos significa também «o Sentido».
Portanto, explicou o Papa, o «Sentido eterno» do mundo «se fez tangível a nossos sentidos e à nossa inteligência: agora podemos tocá-lo e contemplá-lo», e esse «sentido» «não é simplesmente uma idéia geral inscrita no mundo», mas é «uma Pessoa que se interessa por cada um de nós».
«Sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, ao que nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós.»
Mas, por que Deus se fez um menino indefeso? Pergunta o Papa.
«Na gruta de Belém, Deus se mostra a nós como humilde ‘infante’ para vencer nossa soberba», responde.
«Talvez tivéssemos nos rendido mais facilmente frente ao poder, frente à sabedoria; mas Ele não quer nossa rendição; apela mais ao nosso coração e à nossa decisão livre de aceitar seu amor.»







