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Questionando os Protestantes – V
15/07/10
Fonte: Veritatis Splendor
A Ceia do Senhor é Apenas Simbólica?
Em uma palavra: Não.
Se há uma doutrina da Igreja histórica que tem sido firme durante dois milênios, é a da presença real de Cristo na Eucaristia (a Ceia do Senhor). Mas essa posição histórica não é como canibalismo? Se você pensa assim, não está sozinho. De fato, quando Jesus falou:
“Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu der, é a minha carne para a salvação do mundo” (Jo 6,48-51).
Muitos dos ouvintes ficaram estarrecidos. Ouviram com seus próprios ouvidos que Jesus disse que eles deveriam comer Sua carne. Depois de escutar isso, e interrogando-se uns aos outros, Jesus acaso disse aos ouvintes: “Desculpa, Eu estava falando simbolicamente…”? Não, ao invés disso, Ele foi ainda mais direto:
“Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida” (Jo 6 55).
Após dizer isto, muitos daqueles que o haviam seguido ficaram desapontados. Se fosse um simples mal entendido, por que Jesus não emendou suas palavras para torná-las claras? A verdade é que Jesus estava sendo claro, cristalinamente claro. O povo entendeu seu significado, mas não o pôde aceitar. No que acreditou a Igreja Apostólica sobre este assunto? São Paulo escreveu:
“O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?” (1Cor 10,16)
Em lugar de “comunhão” outras traduções usam a palavra “participação”. Por que o apóstolo não explicou e disse que isso era meramente simbólico? Mais tarde, ele diz:
“Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.” (1Cor 11,29)
Se é um simples símbolo, por que a linguagem sobre “distinguir o corpo do Senhor”? Finalmente, vejam os seguintes Padres da Igreja: Inácio de Antioquia (ano 110), Justino mártir (ano 151), Ireneu de Lião (ano 189), Ambrósio (ano 390), Agostinho (ano 411); todos eles fazem eco ao que a Igreja Apostólica sempre ensinou: o Corpo de Cristo e seu sangue estão presentes na Eucaristia. Não foi senão na Reforma que este assunto foi posto em discussão, com Lutero acreditando na presença física de Cristo na Eucaristia, Calvino acreditando na presença espiritual de Cristo na Eucaristia, e Zwínglio chamando-a apenas de um “memorial”. O que é mais verdadeiro: o consistente ensinamento da Igreja, durante dois milênios, ou as opiniões conflitantes dos três Reformadores?
A presença real de Cristo na Última Ceia é uma doutrina fundamental cristã que consta nas Escrituras e foi ensinada permanentemente através da história.
Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal.
Questionando os Protestantes – IV
14/07/10
Fonte: Veritatis Splendor
Jesus bebeu suco de uva na Última Ceia?
Não. Jesus usou vinho… e vinho fermentado!
A maioria dos Evangélicos usa suco de uva porque tem um tabu contra o vinho, por ser bebida alcoólica. O fato é que Jesus certamente bebeu vinho (Luc 7,33-34) e também o bebeu nas Bodas de Caná (Jo 2).
A palavra grega para vinho é “oinos”. A palavra grega usada no Novo Testamento para “bêbado” ou “bebedor de vinho” é derivada também de “oinos”. Basicamente significa alguém que bebe vinho exageradamente.
No relato evangélico da Ceia do Senhor foi usada uma terminologia que pode ser interpretada por vinho ou suco de uva, assim como “cálice” ou “fruto do vinho”. Contudo, São Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios censura-os por ficarem bêbados durante a Ceia do Senhor. Seria impossível para os Coríntios ficarem bêbados se usassem somente suco de uva. Paulo também nunca cuidou de corrigi-los, dizendo-os para usarem suco de uva ao invés de vinho. Portanto, a leitura mais exata indica que foi usado vinho na Ceia do Senhor.
Olhando para o contexto histórico, a Igreja sempre usou vinho. O uso do vinho não foi objeto de discussão até o séc. XVI. Durante a refeição da Páscoa, os Judeus, hoje assim como há 2.000 anos, a celebram com vinho (v. Unger’s Bible Dictionary, verbete “Lord’s Supper”). O tabu contra o uso do vinho é uma restrição recente feita pelos homens, mas não provém de Deus (v. Deuteronômio 14,26, se você ainda acredita que Deus proibiu o uso do álcool).
Por que você usa suco de uva na ceia do Senhor, se Jesus usou vinho? Por que você usa suco de uva se a Igreja histórica sempre usou vinho?
Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal.
Questionando os Protestantes – I
11/07/10
Fonte: Veritatis Splendor
De fato, Paulo escreveu o que é a Igreja: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tim 3,15).
Os cristãos de nossos dias supõem erroneamente que os primitivos cristãos viviam tempos tranqüilos e liam seu Novo Testamento exatamente como os bons e atuais protestantes fazem. O fato é que os livros do Novo Testamento ainda não tinham sido escritos pelo menos até duas décadas após a formação da Igreja, cerca do ano 30. Os livros finais do Novo Testamento não foram escritos senão perto do fim do século I, de conformidade com muitos estudiosos. Já que os cristãos primitivos não tinham o Novo Testamento, a Igreja primitiva era doutrinada pelos Apóstolos e por aqueles que tinham recebido a autoridade dos Apóstolos.
“Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações” (At 2,42).
Na noite em que foi traído, Jesus prometeu à Igreja e aos apóstolos que os ensinaria toda a verdade:
“Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, …” (Jo 16,13).
No Protestantismo moderno mais de 20.000 denominações ensinando diferentes “verdades”. A natureza contraditória dessas “verdades” nos dirá que nenhuma dessas “verdades” pode ser considerada verdadeira. Ainda mais quando São Paulo nos diz claramente: “…porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz” (1Cor 14,33).
Desde que Jesus disse que guiaria a Igreja na Verdade, se acreditarmos que Jesus estava falando a verdade, então temos de crer que há no mínimo uma Igreja que se congregou desde Pentecostes e que ensinou a Verdade. Essa Igreja existia, uma vez que Jesus falou: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mat 16,18).
Nenhuma igreja protestante tem o direito de reclamar que sua existência foi anterior ao século XVI. Os dois únicos grupos da Cristandade que podem traçar uma sucessão apostólica, através dos bispos, dos apóstolos até o presente, são as Igrejas Ortodoxas Orientais e a Igreja Católica Romana. A Igreja de Roma foi fundada pelo apóstolo Paulo e recebeu o apostolado final do Apóstolo Pedro. A Igreja Católica Romana reivindica ser aquela igreja que é “a coluna e fundamento da Verdade”. Um investigador da Verdade poderia no mínimo considerar se o ensinamento da Igreja Católica sobre o batismo, a Ceia do Senhor e o arrependimento, se estas simples matérias são bíblicas.
Onde você aprendeu que apenas a Bíblia era a coluna e o fundamento da Verdade? Sua igreja tem apenas 150 anos? Você pode traçar uma linha ligando sua igreja até aos apóstolos?
Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal.
Introdução aos Mitos Anticatólicos: Economia, Direito, Terra plana…
07/02/10
Por Thomas E. Woods
Tradução: Kandungus
Fonte: EWTN/YouTube
Já ouvimos todos esse papo antes, não ouvimos?
“A Igreja Católica é inimiga da ciência, do progresso e da razão”.
Bom, isso é tudo tolice e nós iremos provar sem dó.
Bem-vindos ao “A Igreja Católica: Construtora da Civilização”. Sou seu anfitrião, Thomas Woods, e gostaria de começar esta série com um fato bem óbvio para a maioria: há um certo “duplo padrão” no mundo quando se fala em Igreja Católica. Você pode dizer o que quiser sobre a Igreja Católica; sua carreira não terminará, ninguém se importará, não haverá indivíduos ofendidos, nem greves de fome… Você diz o que quiser e está tudo bem. Na verdade, você será ainda melhor tratado nos círculos em voga do que antes.
Então, qual o resultado disso?
O resultado é que você pode escapar impune mesmo dizendo as coisas mais absurdas e ridículas sobre a Igreja Católica. E as pessoas acreditam! Elas tendem a acreditar em toda e qualquer calúnia absurda contra a Igreja Católica; mas, pior ainda, alguns católicos – eu acredito – começaram a incorporar algumas dessas críticas e, no fundo, acho que eles mesmos se perguntam: “A Igreja foi, afinal das contas, uma influência positiva na História? Não foi ela responsável só por repressão e ignorância? Não foi ela uma oponente das ciências?” Todos fomos ensinados a acreditar nisto… Aliás, seria um milagre se não acreditássemos!
Porém, não é verdade! E nesta série mostraremos por quê. Iremos exibir a verdadeira glória da Igreja Católica.
Os ataques à Igreja Católica e à crença religiosa em geral aceleraram-se nos últimos cinco anos, mais ou menos. Nós vimos em anos recentes best-sellers escritos por Richard Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, condenando a crença religiosa em geral como “irracional” e “imbecil”; na verdade, eles estão dizendo às crianças deste país: “Seus pais são tolos por ensiná-los a religião”.
Pior do que isso é que depois do atentado de 7 de julho de 2005 em Londres, o que vemos é essa tendência do terrorismo islâmico dar a intelectuais uma justificativa para que se oponham à todas as religiões, com o argumento de que “toda religião é irracional; toda religiâo pode causar violência; então todas devem ser condenadas”. Por exemplo, no escocês “Sunday Herald”, Muriel Gray afirma: “A causa de toda esta miséria, desordem, violência, terror e ignorância é, evidentemente, a própria religião”.
E ela chama a religião de “disparate da Idade das Trevas”: “Para o governo de um país secular como o nosso” – ela diz – “tratar a religião como se esta tivesse mérito verdadeiro ao invés de tomá-la como um anacronismo absurdo, que educação, conhecimento e experiência podem ‘esperançosamente’ superar com o tempo, é um dos eventos mais deploráveis do século XXI”.
Vou deixar de lado o fato de que ela não sabe usar corretamente a palavra ‘esperançosamente’. Isso é um outro assunto; o principal é que esta é a crítica.
Outra crítica: Polly Toynbee, do “London Guardian” diz: “Chegou o momento de ser sério sobre toda religião e traçar uma linha firme entre o mundo real e o mundo dos sonhos”.
No “London Spectator”, Matthew Parris diz: “Aquilo que une um Mulá extremista a um padre católico ou pastor evangélico protestante é, na verdade, muito mais significativo e interessante do que aquilo que os separam”.
Estas críticas tornaram-se rotina; ouvimo-las [sempre], entra dia, sai dia. Toda religião é inimiga do progresso, mas a Igreja Católica em particular é consistentemente vista como inimiga da ciência e do progresso; do conhecimento, principalmente. Por que isso? Como aconteceu? Mais >
São Cristovão
29/01/10
Viveu em 251 DC e é o patrono dos viajantes e é um dos “Quatorze Santos Ajudantes” que apareceram para Santa Joana D”Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajuda-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:” Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, voce carrega o criador do mundo nos ombros! O menino era Jesus!
Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou onibus sem a medalhinha de São Cristovão em alguns lugar do painel.
Christopher significa “carregador de Cristo”. (Christo-phoros).
As sua relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes.
Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão.
Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.
Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.
Santa Escolástica
29/01/10
Nasceu em 480 DC e era irmã gêmea de São Benedito de Núrsia (conhecido no Brasil como São Bento) fundador da Ordem dos Beneditinos. Quase nada é conhecido sobre ela a não ser algumas passagens escritas sobre ela pelo Papa São Gregório magno, um grande estudioso dos santos. Em seus “Dialogues” ele destaca Scholástica como dedicada a Deus desde pequena e descreve que quando Benedito estabeleceu seu monastério em Monte Cassino, ela fundou um convento em Plombariola, cerca de 7 km de distancia ao sul. O convento é tido como sendo sob a direção de Benedito e sua Regra, assim ela é considerada a primeira freira beneditina.
As regras das duas casas eram praticamente as mesmas e eram proibidos de entrarem, um na casa do outro.
Apenas se encontravam uma vez por ano para discutir as matérias espirituais de grande importância para ambos, e ela teria ajudado a ele a escrever as “Regras de São Benedito”, que são seguidas até hoje pelos beneditinos.
Gregório conta que no último encontro dos dois, eles passaram o dia em conforto mútuo e Benedito sabia que seria a última vez que estariam juntos na terra. Scholástica também havia pressentido que seria seu último dia com ele, pediu que ele passasse a tarde e parte da noite com ela. Benedito rispidamente recusou por não querer quebrar a sua própria regra que proibia, sem um motivo de força maior, passar uma noite fora do monastério. Santa Scholástica chorou copiosamente e colocando sua cabeça sobre uma mesa pediu a Deus que a ajudasse e repentinamente uma forte tempestade desabou sobre o local impedindo Benedito e seus companheiros de retornarem ao mosteiro.
Disse Benedito:
“Deus todo poderoso perdoai minha irmã pelo que ela fez “.
Scholástica retrucou:
“Eu pedi um favor a você e você recusou e eu pedi a Deus e ele não recusou. Ele me concedeu o que pedi!”
Logo após seu retorno a Monte Cassino, Benedito teve uma visão da alma de Scholástica saindo de seu corpo na forma de uma pomba. Ela veio a falecer três dias depois em 543. Ele colocou seu corpo em uma tumba que ele havia preparado para si próprio e deu ordem para que ele também fosse ali enterrado. As relíquias dela foram trasladadas pelo monge Adrevaldo para um Santuário na Igreja de São Pedro em Le Mans, França. Isto teria sido feito quando as relíquias de São Benedito foram trasladadas para Fleury. Em 1562 o santuário foi preservado da destruição pelos Huguenotes.
Alguns dizem que nós devemos somente pedir a Deus coisas importantes, mas o amor de Deus é tão grande que Ele nos dá todas as boas coisas que desejamos. Ele ouve nossas preces, nossos louvores e nossos agradecimentos. Nada é tão grande ou trivial para Deus. Santa Scholástica é obviamente uma daquelas que aprendeu a lição do amor de Deus ao pedir a ele uma tempestade no momento certo.
Na arte litúrgica da Igreja Santa Scholástica é mostrada como uma freira segurando um crucifixo; ou 2) mostrada com Santa Justina de Pádua; ou 3) recebendo o véu de São Benedito; ou 4) com sua alma deixando o corpo como uma pomba; ou 5) com uma pomba a seus pés ou; 6) ajoelhada junto a cela de São Benedito.
Ela é invocada contra tempestades e é a padroeira de Monte Cassino.
Sua festa é celebrada no dia 10 de fevereiro.
São Felipe, o apóstolo
29/01/10
De acordo com São João, evangelista (1:43-51) Felipe veio de Bethsaida , a cidade de André e seu irmão Pedro e pertencia ao grupo de discipulos que acompanhavam São João Batista. Felipe estava presente quando João indicou Jesus como o “Cordeiro de Deus”. Cristo chamou Felipe de discípulo no dia seguinte a escolher André e Pedro como seus discípulos. Nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas todos se referem a Felipe na sua lista usualmente colocando-o no quinto lugar logo após Pedro, André, Tiago e João. O evangelho de João oferece mais informação sobre o discípulo mencionando Felipe no episódio de alimentar as multidões (6:5-7), o desejo de varios Gregos de conhecerem e encontrarem Jesus (12:21-23) e a memorável conversa dele com Jesus quando Filipe disse : “Senhor, mostrai a nós o Pai e isto será o suficiente para nós” par a o que Jesus respondeu: “Estou tão longe de voce, por tanto tempo que voce ainda não me reconhece, Felipe? Todo aquele que me vê, está vendo o Pai!….”Tinha uma agradável personalidade, mas era um discípulo hesitante em forçar o seu ponto de vista ao outros. Poucos detalhes se conhece das atividades de Felipe após a Ascensão do Senhor . Uma certa confusão ocorre entre Felipe, o Apostolo e Felipe o Evangelista mencionado no capitulo oitavo dos “Atos dos Apóstolos” .
São Eusébio e outros escritores e estudiosos preservaram tradições variadas sobre a vida de Felipe após a morte de Jesus. Ele supostamente pregou em Phyygia, na Ásia Menor , Clemente da Alexandria informa que Felipe morreu como um martir durante o reinado do imperador Domitian (81-96) sendo crucificado de cabeça para baixo ou talvez teria morrido em Hierapolis na Ásia Menor. As suas duas filhas foram mencionadas por Polycrates, bispo de Ephesus e muito reverenciadas nos primeiros anos da igreja católica.
Santa Isabel e Zacarias
29/01/10
Viveram no primeiro século e foram os pais de João Batista, santo que antecedeu Jesus e O batizou. Eram primos. Tudo que sabemos deles é encontrado no primeiro capitulo do Evangelho de São Lucas. “Ambos muito honestos e íntegros aos olhos do Senhor observando todos os mandamentos e os ensinamentos de Deus com alegria. Zacarias era um sacerdote no Velho convento e Isabel era da Família de Araon.
Tendo chegado a uma idade madura sem terem filhos Zacarias, quando orava no templo teve uma visão de um anjo, que disse a ele que suas preces haviam sido atendidas e que em breve teriam um filho. Talvez para prevenir que Zacarias pecasse contra a fé e a esperança ele ficou meio bobo até o nascimento do seu filho que era para ser chamado João, ” aquele que receberia o Espirito Santo ainda no útero de sua mãe, e que traria muitos filhos de Israel de volta para o Senhor seu Deus”.
Isabel recebeu a visita de Maria, mãe de Jesus, e na época Maria cantou um hino de homenagem a Isabel, hoje conhecido como o “Magnificat” embora alguns manuscritos indicam que foi Isabel quem teria cantado o hino. Na época, em geral, uma criança receberia o nome de um parente já falecido. Isto era o que os amigo e vizinhos de Isabel e Zacarias esperavam, mas Isabel insistiu que ele deveria se chamar João e seu pai escreveu que concordava.
O Cântico de Zacarias chamado hoje de “Benedictus” é diariamente rezado pelos cristãos na oração da manhã e faz parte do breviário.
“Bendito o Senhor Deus de Israel
Ele veio para salvar o seu povo
Ele nos elevará ao poderoso Senhor
Nascido da casa de seu servo David
Através de Seus poderosos profetas Ele prometeu
Que nos salvará de nossos inimigos
Das mãos daqueles que nos odeiam
Ele prometeu misericórdia ao nosso pais e
Lembrar do Sua sagrado convenção
Este foi o juramento que Ele jurou ao nosso pai Abraão
Nos livrar das mãos dos nossos inimigos
Nos livrar para adora-Lo sem medo
Integro e santamente a sua vista
Todos os dias de nossa vida
Você meu filho será chamado o profeta do Mais Elevado
Porque você irá preparar a chegado do Senhor
E preparar seu caminho
Para dar ao Seu povo o conhecimento da salvação e
O perdão de seus pecados
Na terna compaixão de nosso Deus
A alvorada das alturas cairá sobre nós
Para iluminar aqueles que estão nas trevas e nas
Sombras da morte, e guiar nossos passos
Para o caminho da paz “.
A tradição, apoaiada por São Basílio e São Cyrilo da Alexandria, assegura que Zacarias morreu como um mártir, morto pelos romanos no templo “entre o pórtico e o altar” a mando de Herodes, porque ele recusou a revelar onde se encontrava seu filho João. Entretanto, cumpre observar que os arquivos da Martirologia Romana não noticiam este incidente.
Na arte litúrgica da Igreja Isabel é mostrada como uma senhora já idosa, segurando o filho João, o Batista ; ou grávida saudando a Virgem. Zacarias geralmente mostrado como um velho padre com uma vela e as vezes no nascimento de João ou ainda segurando uma vela iluminada. No evangelho de São Lucas ela é mostrada com a Virgem Maria na “Visitação” onde a Santa recita o : ” Salve Maria, Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.
A festa de Isabel é celebrada no dia 5 de novembro.
A festa de Zacarias é celebrada no 5 de novembro no Ocidente e no dia 15 de novembro na Igreja Oriental.
São João, o Esmoler
29/01/10
Também chamado de São João, o Almoner ou São João, o Armsgiver.
Nasceu em Amathus (Antigo Limasol), em Chipre em 550 DC. Dois contemporâneos dele, João Moscus e Sophronius deram autenticidade a sua história, em seus relatos.
João, filho de um nobre de nome Epiphanius, governador de Chipre casou-se ainda muito novo, mas quando sua esposa e seus dois filhos morreram (provavelmente da peste-seria varíola ) ele entrou para a vida religiosa, deu seus bens para os pobres e ficou famoso pela sua santidade e caridade. Quando João tinha 50 anos e ainda um leigo ele foi escolhido Patriarca de Alexandria pelo seu irmão adotivo Nicetas, que havia ajudado o Imperador Heraclius a subir ao poder. A Igreja havia sido muito reduzida pela heresia Monophysitas e João se empenhou em recomendar a ortodoxia, dando exemplos de vida virtuosa e santa. Logo que assumiu o cargo o Patriarca João ordenou que se fizesse uma lista dos pobres. A lista tinha 7500 nomes dos pobres da Diocese os quais ele alimentava todos os dias. Uma das primeiras ações de seu episcopado foi a distribuição de 80.000 peças de ouro para hospitais e monastérios. Quando alguns protestaram ele respondeu que havia tido uma visão. Contou que uma linda mulher apareceu para ele representado a Caridade e lhe disse : “Eu sou a filha mais velha do Senhor Rei. Se você for meu amigo eu o levarei a Ele”. Assim ele seguiu sistematicamente a política de “Esmoler”( aquele que dava esmolas) até a sua morte em 11 de novembro de 619.
Diz a tradição que suas ações influenciavam outros a seguirem seus exemplos. Ele era inspirado pelo pensamento que ajudando aos pobres estava dizendo obrigado a Jesus, que havia se sacrificado para nos salvar. Quando alguém em particular tentava agradecer João abruptamente dizia: “Irmão, eu não derramei meu sangue por você. Foi Jesus Cristo meu senhor e meu Deus e é Ele que me comanda”.
Todas as quartas e sextas feiras ele sentava no banco do lado de fora da igreja, arbitrando disputas, dando conselhos, ouvindo as reclamações dos necessitados e imediatamente procurava corrigir os erros que estavam prejudicando aquelas pessoas. Ninguém era insignificante para não ter a sua atenção. As funções de seu ofício, orações e leituras ocupavam muito do seu tempo, mas ele nunca pronunciou uma palavra de reclamação. Bravo, ele expulsava da sua igreja aqueles que tomavam dos pobres e não permitia aos detratores entrarem em sua igreja. Por outro lado sempre desarmava seus inimigos pela sua humildade e as vezes até se ajoelhava a seus pés pedindo perdão.
João proibiu a todos que trabalhavam para ele a receber presentes, que considerava uma forma de suborno e acabou com a corrupção em sua diocese. João, o esmoler é o padroeiro da Ordem de São João em Jerusalém mais tarde convertida na Ordem dos Cavaleiros de Malta.
Sua relíquias foram levadas para Constantinopla e lá ficaram até que o Imperador presenteou-as ao Rei Matthias da Hungria. Elas então foram levadas para Tall (perto de Presbourg/Bratislava ?Hungria) e em 1632 foram trasladadas para um lindo santuário na Catedral de Presbourg, onde estão até hoje.
Sua festa é celebrada no dia 23 de janeiro.
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado com uma carteira ou com um rosário em suas mãos. Algumas vezes ele é mostrado dando esmolas a um aleijado.






